Conquista inédita! Brasileira é finalista em mundial de dança urbana

A paulista Darlita Albino teve uma conquista inédita para a dança no Brasil. Pela primeira vez, uma brasileira vence o evento mundial Red Bull Dance Your Style. A disputa, que aconteceu no Rio de Janeiro, também era inédita em nosso país.
Darlita é dançarina e coreógrafa da Gaby Amarantos e, agora se consagrou como a grande campeã da edição, depois de vencer o carioca Patrique Silva no duelo final. “Poder ganhar e saber que vou representar não só meu país, mas todas as pessoas que me ajudaram até aqui, é uma sensação de extrema felicidade”, disse a dançarina ao Só Notícia Boa.
O evento reuniu dançarinos cheios de originalidade na Fundição Progresso, no tradicional bairro da Lapa, que se transformou em uma verdadeira pista de dança para os 16 competidores.
Cultura hip hop está na veia
Darlita sempre amou dançar e a cultura hip hop é um dos ritmos preferidos dela desde pequena.
A paulista se especializou nas vertentes locking e waacking, e acredita no poder de transformação da dança na vida dela, como uma forma de comunicação consigo, com as pessoas e com o mundo.
“Eu sou uma artista, mulher, negra e periférica cheia de esperanças e sabedoria por conta da dança. Foi por meio dela que aprendi que eu posso realizar o que eu quiser”, afirmou.
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Time de peso
O Brasil estava com um time de peso no Red Bull Dance Your Style. Nomes de referência na dança urbana como Aline Constantino, B-Girl e produtora do Laboratório Fantasma, coletivo de arte urbana criado por Emicida e Fióti, e ZULU, dançarino e integrante do ballet do rapper Djonga, entre outros.
No som, a DJ Tamy Reis tocou grandes hits da música brasileira e internacional e, na curadoria, estiveram o B-Boy e produtor audiovisual Pedro Brum, ao lado da professora, modelo e coreógrafa do Djonga, Raquel Cabaneco.
Para Darlita, a conquista foi a realização de um sonho antigo.
“Eu sempre acompanhei o evento em outros países, e tinha muita expectativa de que acontecesse aqui no Brasil. Quando soube da oportunidade de poder participar eu fiquei muito feliz, e sabia da responsabilidade que teria”, disse.
A coreógrafa Raquel Cabaneco conta que a representação do Brasil no evento também foi histórica e emocionante.
“Estávamos com uma expectativa enorme antes do evento, e elas foram superadas. Sabemos da força cultural do Brasil, e estou muito emocionada. Foi a primeira vez que aconteceu no Brasil e vi uma enorme força de coletividade para tudo acontecer da melhor forma – foi uma primeira vez perfeita”, disse a coreógrafa.
“Estou muito feliz por fazer parte da história que está sendo construída. Os dançarinos mostraram um nível incrível, e todos estavam na mesma energia de fazer acontecer. Estamos trabalhando para uma próxima edição e vamos construindo essa caminhada juntos”, afirmou.
Também curador do evento, Pedro Brum falou sobre a importância deste tipo de torneio:
“Muitos dançarinos que participaram da competição assistiam esse evento na internet e foram influenciados por ele em suas danças, e agora o recebem em casa. É muito rico termos algo dessa magnitude no Brasil, inclusive para a difusão das danças, acredito que temos muito a somar, uma vez que o nosso país é muito plural, e essa pluralidade se reflete também na nossa dança. O mundo vai se surpreender com o que temos a mostrar”, concluiu.

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