Jovens da periferia de São Paulo viram ‘estrelas de programação’ nos EUA

Os jovens Mario Souto Silva e Erick Wendel, que residem na periferia de São Paulo, foram proclamados “estrelas da programação” em grande evento de tecnologia nos EUA.
Eles foram os únicos brasileiros convidados do encontro, controlado pela Microsoft, a participar da ‘Universe 2022’ em São Francisco, nos Estados Unidos.
Os dois palestraram e compartilharam competências para milhares de programadores do mundo.
Da periferia para o mundo
“Nasci e cresci na zona leste de São Paulo, no bairro Arthur Alvim. Graças ao ‘Prouni’ me formei na ‘Unip’ em Análise de Sistemas Informáticos. Sempre gostei de programar e me dediquei muito a melhorar minhas habilidades”, contou Mario.
O jovem de 25 anos chegou a resolver um ajuste de documentação em um código de programação da NASA, a agência espacial dos EUA, e dois bugs do Google Chrome, graças às plataformas open source do GitHub.
Já Erick Wendel, de 27 anos, também nascido na Zona Leste de São Paulo, no bairro de São Matheus, começou sua carreira formatando computadores para ganhar dinheiro. Hoje se tornou um programador famoso no mundo todo, tanto que já foi convidado para palestrar em mais de 10 países.
“Eu me formei na Faculdade Impacta Tecnologia, mas aprendi a programar com comunidades de programação no You Tube. A velocidade de aprendizado nesses ambientes colaborativos é muito maior do que em faculdade, pois as pessoas acabam dando feedbacks um com o outro. Com o tempo, e muito esforço, cheguei a resolver um bug que afetava sites como Google, Netflix e Facebook, entre outros”, conta o jovem.
Voltar para o Brasil
Erick e Mario estão entre os dez brasileiros que conquistaram um espaço, sendo os únicos dois a serem convidados. No total, foram 101 “estrelas da programação” selecionadas em mais de 19 mil candidatos.
O Brasil foi o país que mais expressou “estrelas” este ano, após os Estados Unidos, e na frente de países muito mais populosos como China ou Índia.
As duas “estrelas da programação” brasileiras não pensam em ficar nos Estados Unidos.
Ambos querem voltar para aumentar o número de programadores formados entre jovens brasileiros e expandir seus negócios.
“Hoje as empresas brasileiras disputam com as empresas globais os talentos locais. E a demanda é muito superior a oferta de programadores. Formamos muitos poucos desenvolvedores de sistemas informáticos nas faculdades brasileiras. Queremos ajudar a melhorar esse mercado no Brasil. Existem oportunidades gigantescas para jovens brasileiros que querem entrar nesse mundo”, concluem.
Com informações de Nossa Gente

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