Anvisa aprova remédio injetável contra obesidade que reduz 17% do peso

Avanço no tratamento para obesidade! A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o primeiro medicamento injetável para sobrepeso e obesidade. O medicamento chamado Wegovy deve ser aplicado semanalmente e segundo estudos, ele promoveu uma redução média de 17% do peso corporal nos pacientes.
A aprovação ocorreu na última segunda-feira (02).
Porém, especialistas reforçam que o tratamento, com o medicamento injetável para sobrepeso e obesidade, deve ser aliado a mudanças de comportamento, com adequação alimentar e prática de atividade física.
O medicamento
O Wegovy é da farmacêutica Novo Nordisk e também conhecido como semaglutida 2,4mg. Ele tem o mesmo princípio ativo de outros já conhecidos no mercado, o Ozempic e o Rybelsus.
A diferença é que os anteriores eram usados para diabetes e médicos faziam indicação “off label” – uso diferente do aprovado em bula – para perda de peso.
Semelhante ao hormônio GLP-1 que há no intestino, a semaglutida atua como um aviso ao cérebro que é hora de reduzir a fome.
Para entender a diferença, o GLP-1 dura 10 minutos, já a semaglutida dura uma semana. Ou seja, a sensação de “comi e perdi a fome” é feita pela semaglutida e dura mais tempo.
O estudo
Foram realizados estudos clínicos do medicamento com mais de 4.500 pessoas no mundo inteiro.
Os resultados foram incríveis. Os pacientes que utilizaram o medicamento conseguiram uma perda de peso corporal média de 17%, em 68 semanas (aproximadamente um ano e um mês), contra 2,4% do grupo de controle.
Além disso, um em cada três pacientes perdeu 20% de seu peso corporal. Sem contar a melhora dos índices cardiometabólicos, como redução da circunferência abdominal, hemoglobina glicada (exame que mede o índice de glicemia no sangue), triglicérides e da pressão arterial.
Comercialização
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que mais de 1 bilhão de pessoas são obesas em todo o mundo.
No Brasil, a doença crônica aumentou 72% entre os anos 2006 e 2019, saltando de 11,8% em 2006 para 20,3% da população. A frequência de obesidade é semelhante em homens e mulheres.
Mas será preciso um pouco mais de calma para termos acesso a esse medicamento no Brasil.
Sobre a comercialização, a farmacêutica Novo Nordisk disse que ainda não há uma data definida para que a semaglutida chegue ao mercado brasileiro.
Vamos ficar de olho, temos certeza que ajudará muitas pessoas que lutam contra a obesidade.

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