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“Gloria Maria foi referência de possibilidade preta na TV”, agradece Emicida

Rinaldo de Oliveira
02 / 02 / 2023 às 10 : 32
Glória foi pioneira inúmeras vezes. Ela foi a primeira a entrar ao vivo e em cores no Jornal Nacional, mostrou mais de 100 países em suas reportagens e protagonizou momentos históricos entrevistando Michael Jackson e Freddie Mercury - Fotos: Reprodução/Internet
Glória foi pioneira inúmeras vezes. Ela foi a primeira a entrar ao vivo e em cores no Jornal Nacional, mostrou mais de 100 países em suas reportagens e protagonizou momentos históricos entrevistando Michael Jackson e Freddie Mercury - Fotos: Reprodução/Internet

Hoje, o jornalismo brasileiro perdeu a grande jornalista Glória Maria. Ícone da TV e do jornalismo, Glória morreu aos 73 anos, no Rio de Janeiro, após uma árdua luta contra um câncer no cérebro desde 2019. O nome dela logo subiu aos trends do twitter com uma série de homenagens de fãs e artistas. Muitos estão postando vídeos históricos de entrevistas exclusivas que ela fez com Michael Jackson e Freddie Mercury, por exemplo. (veja abaixo)

Glória deixa um grande legado. Inspiração para pessoas pretas, mulheres e jornalistas, ela foi a primeira repórter preta da TV e a primeira a entrar ao vivo em cores, quando o sistema foi inaugurado em 1971.

Com a notícia da partida de Gória, voltou a circular um lindo vídeo em que o cantor Emicida faz homenagem em vida a Glória Maria. “Estou feliz demais que a Glória Maria está aqui (…). Glória Maria foi referência de possibilidade preta na TV. (…). Se hoje tem um Emicida, é porque existe uma Glória Maria”, disse emocionado durante programa no GNT.

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Pioneira na TV

Glória foi pioneira inúmeras vezes. Ela foi a primeira a entrar ao vivo e em cores no Jornal Nacional, mostrou mais de 100 países em suas reportagens e protagonizou momentos históricos.

Na Globo, tornou-se repórter numa época em que os jornalistas ainda não apareciam no vídeo. A estreia como repórter foi em 1971, na cobertura do desabamento do Elevado Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro.

“Quem me ensinou tudo, a segurar o microfone, a falar, foi o Orlando Moreira, o primeiro repórter cinematográfico com quem trabalhei”, contou Glória.

No Jornal Nacional, foi a primeira repórter a aparecer ao vivo. Cobriu a posse de Jimmy Carter em Washington e, no Brasil, durante o período militar, entrevistou chefes de estado, como o ex-presidente João Baptista Figueiredo.

Glória Maria entrevistou Madonna, Freddie Mercury, Mick Jagger e ganhou beijo de Michael Jackson. (assista abaixo)

Foi inspiração e representavidade

Nas redes sociais, fãs, amigos e artistas homenageiam essa grande mulher.

“O seu talento e sua representatividade são marcos na história da televisão e do jornalismo. Vai com Deus, minha querida. Assim como o seu nome, sua lembrança sempre será gloriosa”, escreveu a apresentadora do Mais Você, Ana Maria Braga.

Rinaldo Oliveira, fundador do Só Notícia Boa, ressaltou como a linguagem coloquial de Glória no jornalismo.

“Ela foi precursora da linguagem coloquial no jornalismo, que até então era engessado e manchetado nos offs, copiados do estilo norte-americano. Sempre admirei o jeito leve e conversado dela no ar”.

“Glória Maria fez história no jornalismo brasileiro. Com muita coragem e determinação, um talento especial, criou um estilo próprio de fazer reportagem”, disse a jornalista Ana Paula Araújo, que teve que noticiar ao vivo a morte da amiga.

Amigo próximo da Glória, o jornalista Heraldo Pereira se emocionou com a morte, também ao vivo, na GloboNews:  “Momento muito difícil a perda da Glória em meio ao trabalho que a gente faz há tanto tempo. A Glória faz parte da minha vida, da minha carreira, da minha vida na minha Ribeirão Preto”, disse o jornalista, emocionadíssimo.

Confira abaixo mais homenagens à grande Glória Maria.

Como jornalista mulher, quero agradecer a você Glória. Você é inspiração!

 

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