Proibição de casamento para padres poderá acabar, sinaliza Papa Francisco

A tradição da Igreja Católica Apostólica Romana que veta o casamento para padres pode estar por um fio. É que o Papa Francisco disse que o celibato, não é eterno. A afirmação ocorre no momento que o Santo Padre completa 10 anos de papado.
“O celibato na Igreja ocidental é uma prescrição temporária: não sei se está resolvido de uma forma ou de outra, mas é provisório nesse sentido; não é eterno como a ordenação sacerdotal, que é para sempre, goste você ou não,” afirmou o Papa Francisco.
O celibato prega que determinada pessoa se compromete em não se casar ou manter relações sexuais com outra. Questionado se o fim da exigência a padres aumentaria o ingresso de pessoas no sacerdócio, o Papa Francisco afirmou que não há contradição em um padre se casar.
Exemplos de outras religiões
O Papa Francisco citou exemplos de igrejas católicas orientais, que permitem que os sacerdotes se casem.
“Todos da Igreja oriental são casados. Ou quem quiser. Lá eles fazem uma escolha antes da ordenação: há a opção de se casar ou ser celibatário”, disse o Santo Padre.
No Brasil, há as seguintes representações de Igrejas Católicas Ortodoxas: Armênia, Ítalo-Albanesa, Grega, Melquita, Russa, Síria e e Ucraniana. Todas tem um correspondente próprio do ramo ortodoxo.
Apesar da declaração, o Papa Francisco não forneceu mais detalhes.
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A tradição
A proibição ao casamento dos padres, impondo o celibato, na Igreja Católica Apostólica Romana foi instituída em dois momentos. Inicialmente, em 1123, depois, em 1139.
Com estas decisões, ficou decretado que clérigos não poderiam casar ou mesmo se relacionar com concubinas.
Estudo realizado por Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva e Marcelo Pereira Lima, no Departamento de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), observa que, do século XI ao XIII, o papado liderou o movimento reformador que buscava uma transformação na organização da Igreja e da própria sociedade.
De acordo com os pesquisadores, entre as muitas questões que receberam a atenção do papado neste período, “encontrava-se a preocupação com a moral clerical, em especial no tocante à continência e ao celibato, visando a um controle do corpo dos religiosos em prol da discretio”.

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