Idosos resistentes à Covid têm gene especial, mostra pesquisa brasileira

Viva a Ciência! Após uma série de estudos, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram um gene especial em idosos que tiveram Covid e adquiriram resistência à doença. A pesquisa examinou 87 idosos acima de 90 anos, inclusive dois com mais de 100 anos, para verificar o que tinham no organismo que poderia protegê-los.
Desde o início da pandemia do coronavírus, em 2020, cientistas de todo o mundo vêm estudando como ocorrem os mecanismos dentro do vírus. Foi então que pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP fizeram uma descoberta extraordinária!
Ao fazerem testes, eles descobriram que esses nonagenários eram resistentes à infecção pela SARS-CoV-2, mesmo sendo o grupo com maior risco. Tudo por causa da mutação do gene MUC 22, responsável pela produção de muco e limpeza das vias respiratórias.
Testes
Os pesquisadores iniciaram os testes com amostras de adultos, sem histórico de comorbidades, mais jovens que os idosos que tiveram a forma grave da Covid-19 e faleceram por complicações.
O levantamento foi feito entre março e abril de 2020, quando ainda não havia uma vacina disponível para a população.
No entanto, por ser um período caótico, os pesquisadores não tinham como coletar dados suficientes. Então, uma parceria com o Instituto de Pesquisa da Prevent Sênior os auxiliou nos estudos.
De acordo com Mateus Vidigal de Castro, pós-doutorando e um dos responsáveis pela pesquisa da USP, foi a partir da parceria com o instituto que foram encontrados os pacientes com mais de 90 anos que eram resistentes à Covid.
“Superidosos”
No cerne da pesquisa, 87 idosos – ou “super idosos” – residentes do estado de São Paulo serviram como base para os estudos dos pesquisadores da USP.
“Eram todos idosos com mais de 90 anos, da mesma cidade, assistidos pelo mesmo plano de saúde. Conseguir contatos de recuperados nessa faixa etária era bem mais difícil”, explicou Matheus.
A média de idade entres os pacientes era de 94 anos de idade, tendo entre eles uma idosa com 114 anos. A mulher era considerada a pessoa mais velha do Brasil a se recuperar da Covid-19.
Mais dois centenários compuseram a pesquisa: um senhor mineiro de 111 anos e um carioca de 110 anos. A pesquisa buscava entender como esses idosos conseguiam se recuperar da Covid, uma doença tão perigosa.
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Pesquisa
Para tal, os cientistas observaram as células do sistema imunológico de cada um deles. Recolhidos os dados desses “super idosos”, a amostra foi comparada com as células dos adultos mais jovens que tiveram a doença de forma grave.
Os resultados mostraram que a proteção aos idosos deve vir daqueles que têm maior frequência da mutação do gene MUC 22, responsável pela produção de muco e limpeza das vias respiratórias.
“No caso dos idosos recuperados, não sabemos se eles estão produzindo mais ou menos muco. O que conseguimos saber é que eles têm uma frequência aumentada dessa mutação”, relatou Matheus.
Ao afirmar que precisam de mais estudos na área, Matheus disse que novos potenciais genes foram identificados nesse processo de resistência.
“Conhecer os mecanismos de resistência do organismo em relação a essas infecções servem de base para estudos e desenvolvimento de fármacos que possam atuar na prevenção e tratamento”, finalizou.
Com informações de Agência Einstein.

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