Raridade! Estátua de Vênus de 1,8 mil anos é achada em lixão na França

Que descoberta deslumbrante! Arqueólogos acharam uma estátua da deusa Vênus de mais de 1,8 mil anos atrás em um aterro sanitário na cidade de Rennes, a 349 km de Paris, na França. A peça representa Vênus anadiomene (que surge do mar): ela surge nua e com a mão direita sob a cabeça como estivesse enxugando os cabelos após sair da água.
Os arqueólogos franceses identificaram a obra como sendo uma peça do período de Roma Antiga. O lugar onde a estátua foi encontrada teria servido como pedreira da era romana e que passou a ser utilizada como um espaço para despejar dejetos atualmente.
Literalmente, os arqueólogos do Instituto Nacional de Pesquisa Arqueológica Preventiva da França (INRAP) encontraram o luxo no lixo!
Outras descobertas
A estátua de Vênus não foi a única peça encontrada no local. Outros artefatos datados do Império Romano também foram descobertos, como tijolos, potes, pratos e moedas antigas.
Além desses itens, foi achada uma pequena estatueta de Vênus genetrix (deusa-mãe), segundo os arqueólogos do INRAP, responsáveis pela descoberta.
Esses achados contam muito da história da região, porque Vênus era uma importante divindade cultuada, principalmente, pelos imperadores romanos.
Simbolizando poder, as representações da deusa foram encontradas no que restou da pedreira, o que indica como os mineradores da época realizavam seus ritos e preces.
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Aterro sanitário
Da pedreira onde os romanos retiravam xisto e outros minérios, o que restou atualmente foi o aterro sanitário na cidade de Rennes. Após explorar o que poderia, a população do local abandonou o local.
Entre os séculos 14 e 15, a pedreira foi transformada em um grande aterro sanitário. Ainda assim, os arqueólogos da INRAP encontraram vestígios de construções de madeira, fornos e poços no local.
Todas essas descobertas sugerem que a área serviu para a produção de artesanato em algum momento da história.
Os cientistas também identificaram o que parece ser um encanamento subterrâneo do século 17 que passa por baixo do local. A principal hipótese é que os canos se ligam até um internato para as meninas, com o fornecimento de água de Rennes.
Além de tudo, a pedreira pode servir como base de estudo para desvendar os modos de produção e gerenciamento de recursos dos romanos da época.
Fascinante, não é mesmo?
Com informações de Giz BR.

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