Após ficar 35 anos solitária em zoológico, elefanta Mundi vai para santuário. VÍDEO

Finalmente livre! A história de Mundi, uma elefanta da savana africana, de 41 anos, mudou para melhor após ser libertada do zoológico onde ficou solitária por mais de três décadas. O animal, que foi explorado e mal cuidado, agora está em um santuário.
Com ajuda da World Animal Protection e da Elephant Aid International (EAI), uma instituição que ajuda a resgatar animais em situações precárias, Mundi seguiu para o santuário Noah’s Ark Animal, na Geórgia, Estados Unidos, para viver livre ao lado de outros elefantes.
“Mundi sofreu em cativeiro a vida inteira, e estamos ansiosos para cuidar dela e proporcionar a vida que ela merece”, disse Carol Buckley, fundadora e presidente da EAI.
História trágica
Na década de 1980, o governo do Zimbábue ordenou a matança de dezenas de elefantes, deixando vários filhotes desamparados. A elefanta Mundi, uma fêmea com apenas 2 anos, era um deles.
Na época, um milionário norte-americano chamado Arthur Jones organizou uma missão de resgate e levou 63 elefantes para uma propriedade na Flórida.
No entanto, dois anos depois, Jones começou a vender esses elefantes para zoológicos, circos e proprietários privados.
Mundi, que já era cega de um olho e tinha uma presa quebrada após um ataque de outro animal, acabou sendo levada para um circo e, posteriormente, para um zoológico em Porto Rico.
Vida isolada
Por incríveis 35 anos, Mundi viveu isolada em um pequeno recinto no zoológico, privada de companhia e do ambiente adequado para uma elefanta.
Felizmente, em 2018, o zoológico foi notificado devido a denúncias de maus-tratos e irregularidades feitas ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
Finalmente, em fevereiro deste ano, o zoológico foi fechado e os animais foram realocados para outras instituições.
Livre enfim
Com a ajuda da Proteção Animal Mundial e da Elephant Aid International, Mundi foi transportada para o santuário Elephant Refuge North America (ERNA) no estado da Geórgia, em 12 de maio.
A operação de transferência envolveu um avião fretado para levar a elefanta, que pesa impressionantes 3.600 kg, até os Estados Unidos.
O santuário, com quase 350 hectares, é um ambiente cercado por colinas, florestas densas e um lago. Não está aberto ao público, o que permite que os elefantes se recuperem e desenvolvam seus instintos naturais. Segundo a equipe do santuário, esse local é perfeito para oferecer a Mundi uma vida de liberdade e cuidados adequados.
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Animais em cativeiro
Roberto Vieto, funcionário da organização Proteção Animal Mundial, ressaltou a importância do resgate de Mundi e a necessidade de oferecer uma vida melhor para os animais em cativeiro.
“Na Proteção Animal Mundial, trabalhamos com base na consciência animal. Sabemos que os animais têm sentimentos complexos e podem sofrer profundamente quando expostos a situações de confinamento, como a que Mundi enfrentou por 35 anos”, ressaltou ele.
Segundo Roberto, a história de Mundi é um exemplo impactante das consequências trágicas do comércio de animais selvagens e da importância de lutar por melhores condições e bem-estar para os animais em cativeiro.
“Estamos extremamente felizes em poder apoiar o resgate dela e proporcionar uma vida de liberdade e cuidados adequados”, acrescentou.
Com informações de World Animal Protection.

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