Novo exoplaneta descoberto orbita estrela gigante, maior que o Sol

Um novo explaneta foi descoberto por cientistas. Semelhante ao planeta Júpiter, ele está a 520 anos-luz da Terra e orbita uma estrela gigante maior que ao Sol, chamada Baekdu, localizada na constelação da Ursa Menor ou “Pequeno Urso”.
Ele pode ser um sobrevivente improvável depois que sua estrela hospedeira teve um “ataque de raiva”. O planeta gasoso é conhecido como 8 UMi b e recebeu o nome de Halla porque astrônomos coreanos homenagearam um local sagrado, na Coreia do Sul, que é a montanha mais alta do país.
A descoberta é considerada uma surpresa para os astrônomos que acreditavam que este tipo de planeta não seria capaz de sobreviver por causa das características peculiares e a tendência à explosão.
Estrela está queimando
As observações de Baekdu foram feitas usando o Transiting Exoplanet Survey Satellite da Nasa, a agência espacial norte-americana, que estuda estrelas próximas.
As observações da equipe revelaram que a estrela está queimando pelo suprimento de hélio em seu núcleo, pois parece ter esgotado seu hidrogênio.
A revelação sugere aos astrônomos que o planeta se expandiu para uma estrela gigante vermelha.
“Júpiter quente”
Halla orbita Baekdu a uma distância de aproximadamente metade da existente entre a Terra e o Sol a 68.815.020 quilômetros.
Halla é considerado um “Júpiter quente”. Esta é uma classificação para exoplanetas semelhantes em tamanho a Júpiter que têm temperaturas mais altas devido à proximidade que orbitam de suas estrelas hospedeiras.
Os astrônomos acreditam que Halla de alguma forma sobreviveu depois que sua estrela passou por uma transição violenta que deveria ter destruído planetas próximos.
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Análises do novo exoplaneta
Dan Huber, futuro membro do Conselho de Pesquisa Australiano da Universidade de Sydney e professor associado. no Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí em Manoa, que analisa o fenômeno em torno do novo planeta, tudo é uma surpresa.
“Quando percebemos que Halla havia conseguido sobreviver nas imediações de sua estrela gigante, foi uma surpresa completa”, disse.
No caso do Halla, observações iniciais revelaram que a órbita quase circular do planeta, que leva 93 dias terrestres para ser concluída, permaneceu estável por mais de uma década.
Os astrônomos seguem com investigações em torno de planetas que se formam em torno dos chamados sistemas estelares duplos – e o destino desses planetas também.
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Com informações do MXII 12 News

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