Desmatamento na Amazônia cai 31% em comparação a 2022, diz Inpe

O desmatamento na Amazônia felizmente caiu 31%, no período de janeiro a maio deste ano em comparação com o mesmo período de 2022. Os dados são do Deter, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Para especialistas, a queda se deve ao aumento da fiscalização na região, por determinação do Ministério do Meio Ambiente. Houve alta de 179% dos autos de infração, de 128% dos embargos, de 107% das apreensões e de 203% das destruições de equipamentos usados em crimes ambientais.
Houve ainda o cancelamento de 1,6 milhão de metros cúbicos de créditos ilegais de produtos florestais no sistema federal de controle, apreensão de gado em áreas embargadas por desmate ilegal, aplicação de embargo remoto em áreas públicas federais, entre outras ações.
Ações efetivas
Os especialistas afirmam que uma ação considerada bastante efetiva é a que coíbe sobreposição em terras indígenas.
Desde janeiro, não há registros ativos de imóveis rurais sobrepostos a terras indígenas.
Na Amazônia, 20 municípios concentraram 55% do desmatamento verificado de janeiro a maio.
São eles oito no Mato Grosso, seis no Amazonas, quatro no Pará, um em Rondônia e um em do Roraima.
A queda de 31% da área sob alertas de desmatamento na Amazônia, segundo o Inpe, ocorreu após aumento de 54% de agosto a dezembro, no governo anterior.
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Desmatamento no Cerrado piorou
Ao contrário da Amazônia, no Cerrado a área desmatada aumentou 35%.
No Cerrado, 24 municípios concentraram metade do desmatamento verificado de janeiro a maio de 2023.
São 10 regiões na Bahia, cinco no Maranhão, quatro no Piauí, três em Tocantins, um no Mato Grosso e um no Pará.
A parcela do desmatamento que ocorreu em áreas inscritas no CAR chegou a 77%.
A fiscalização no Cerrado de janeiro a maio resultou em alta de 16% dos autos de infração, de 37% dos embargos, de 29% das apreensões e de 38% da destruição de equipamentos usados em crimes ambientais na comparação com a média para o mesmo período nos últimos quatro anos.
Desde maio, o Ministério do Meio Ambiente encaminhou ofícios para todos os estados do Cerrado solicitando dados de autorização de supressão de vegetação.
Segundo o ministério, não houve resposta até o momento.
Há indícios que indicam, que pelo menos, metade do desmatamento no bioma ocorreu com autorização emitida pelos Estados.
Será enviada notificação aos estados para que enviem os dados de todas as autorizações de supressão de vegetação nativa emitidas nos últimos quatro anos nos 24 municípios com maior índice de desmatamento para verificação da legalidade/regularidade das autorizações.

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