“Agora somos pai e filho biológicos”, diz jovem que recebeu rim; “É meu filho de sangue”, reage pai

Pela primeira vez em Manaus (AM) na rede pública de saúde, foi realizado um transplante renal e o caso ganhou mais emoção por envolver um pai e filho adotivo. “Agora somos pai e filho biológicos”, disse o jovem que recebeu o rim e ouviu do pai: “Agora ele é meu filho de sangue”. A relação dos dois é um exemplo de amor e de família reais.
Luciano Lopes, de 35 anos, recebeu o órgão do pai adotivo, Antonio Jocimar, de 55 anos. Antonio criou Luciano desde os 2 meses de idade e eles se tornaram inseparáveis, não lembravam da ausência de vínculo biológico. Com a doação do rim, a ligação entre ambos aumentou e, segundo os dois, são pai e filho biológicos ligados pelo sangue.
Em 2021, Luciano teve Covid-19 duas vezes e ficou com sequelas nos rins por conta da doença, atingindo os órgãos. Após dois anos de hemodiálise, ele foi selecionado para o transplante renal do estado. O pai adotivo foi o primeiro a se colocar como doador.
Doador preferencial
Ao saber que o filho adotivo precisaria de um doador, Antonio logo se prontificou. Realizados os exames de compatibilidade, foi autorizada a intervenção. O fato de não serem pai e filho biológicos ou terem um vínculo de sangue em nado atrapalhou.
A cirurgia ocorreu em julho, no Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, em Manaus. Recuperado, Luciano voltou para casa e disse que a família está ainda mais unida.
“Antes ele era meu filho de coração, e a partir dessa doação, do meu rim para ele, ele tem uma parte de mim dentro dele. Agora ele é meu filho de sangue, meu amor está maior ainda”, afirmou Antonio.
Luciano retribui, afirmando que a figura heróica de Antônio na via dele.
Segundo o jovem, é fundamental valorizar e expressar amor a seus entes queridos.
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Doação de rins
De acordo com especialistas, o transplante renal é um salva-vidas para pacientes com insuficiência renal crônica.
No país, todos podem ser doadores de órgãos, desde que não sejam portadores de doenças transmissíveis, de infecções graves e de câncer generalizado.
Os procedimentos de transplantes mais frequentes envolvem rins, pulmões, coração, fígado, córneas, válvulas cardíacas. É menos frequente o transplante duplo de rim e pâncreas.
Também é possível também transplantar pele e ossos, e até mesmo uma parte completa, como a mão.
Em alguns países, diferentemente do Brasil, são realizados transplantes de estômago e intestino.
Como funciona o sistema de captação de órgãos?
Se existe um doador em potencial (vítima de acidente com traumatismo craniano, derrame cerebral, etc., com autorização da família para que ocorra a retirada dos órgãos) a função vital dos órgãos deve ser mantida. É realizado o diagnóstico de morte encefálica.
Após esta constatação, deve ser seguido o passo a passo:
O hospital notifica a Central de Transplantes sobre um paciente com morte encefálica (potencial doador);
- A Central de Transplantes pede confirmação do diagnóstico de morte encefálica e inicia os testes de compatibilidade entre o potencial doador e os potenciais receptores em lista de espera.
- Quando existe mais de um receptor compatível, a decisão de quem receberá o órgão, passa por critérios tais como tempo de espera e urgência do procedimento;
- A Central de Transplantes emite uma lista de potenciais receptores para cada órgão e comunica aos hospitais (Equipes de Transplante) onde eles são atendidos;
- As Equipes de Transplante, junto com a Central de Transplante adotam as medidas necessárias para viabilizar a retirada dos órgãos (meio de transporte, cirurgiões, pessoal de apoio, etc.);
Os órgãos são retirados e o transplante realizado.
Pai doa rim para filho adotivo e os dois intensificam o vínculo
Com informações do governo do Amazonas

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