Torcedores do Flamengo trocam ingresso por doação de sangue e batem recorde

A paixão pelo futebol encontrou a solidariedade em uma combinação emocionante no Rio de Janeiro. Os torcedores do Flamengo se uniram em prol da doação de sangue e bateram um recorde histórico para o HemoRio.
Na ocasião, os 100 primeiros torcedores que chegaram ao local ganharam convites para o jogo de estreia da final da Copa do Brasil entre Flamengo e São Paulo, no Maracanã. Ao todo, foram 257 bolsas de sangue arrecadas. Um golaço de solidariedade!
“Domingo é o dia em que registramos o menor movimento da semana aqui no HemoRio. As doações hoje vão ajudar muito a melhorar os nossos estoques”, comemorou o médico clínico Vicente Januzzi representante da organização.
Torcida unida
Segundo o HemoRio, os primeiros doadores chegaram à sede às 7h, quando os portões foram abertos. A ação aconteceu durante todo o dia deste domingo, 17.
Todos foram recebidos pela Banda do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), que tocou o hino oficial do Flamengo no pátio da unidade. O ambiente estava com um clima de muita animação e solidariedade.
Cada doador passou por uma triagem e uma entrevista antes da doação, garantindo a segurança e a qualidade do sangue coletado.
Para aqueles que não conseguiram chegar a tempo, 200 camisas temáticas da campanha foram distribuídas como um gesto de agradecimento.
Esforço que valeu a pena
A secretária Marilene Pimentel, de 45 anos, e o motoboy Adelmo Oliveira, de 42 anos, foram os primeiros a acessar o salão dos doadores. Casados, eles são moradores de Mesquita, na Baixada Fluminense, e estavam na fila desde a sexta-feira à noite.
Adelmo, emocionado, não conteve a alegria. “Quando terminei minhas entregas, fiquei aqui com minha esposa. Estou muito feliz porque verei o jogo e ajudei a salvar vidas.”
O casal ainda foi surpreendido pela Suderj (Superintendência de Desportos do Estado o Rio De Janeiro) que presenteou Adelmo e Marilene com um ingresso para a filha deles, Gabriela, de 7 anos.
Amor pelo time pela solidariedade
Miguel Afonso, um angolano de 45 anos, que mora no Brasil há dois e trabalha como ambulante, estava entre os mais animados no salão dos doadores.
Com uma enorme bandeira do Flamengo nas mãos, ele doou sangue pela primeira vez e comentou: “Doar é tranquilo e ajuda muita gente. Estou fazendo a minha parte”.
A operadora de telemarketing Priscila Souza do Nascimento, torcedora apaixonada, ainda não havia tido a oportunidade de conhecer o Maracanã.
Ela foi uma das 100 pessoas presenteadas com o ingresso. A jovem não conteve a emoção de assistir ao jogo do time do coração e realizar o sonho de conhecer o estádio mais famoso do Brasil.
“Meu coração está quase saindo pela boca. Valeu a pena todo o esforço. Pude salvar uma vida, é gratificante, não tem preço”, disse Priscila.
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Bancos de sangue renovados
Dr. Vicente Januzzi enfatizou a importância dessa iniciativa para reforçar os estoques da unidade, especialmente em um domingo, que normalmente registra um menor movimento de doações, com uma média de apenas 40 bolsas coletadas.
Após a ação de domingo, o médico informou que várias unidades tiveram o estoque de sangue renovado.
“Realizamos a distribuição para cerca de 200 hemocentros. Durante os dias da semana, o hemocentro coleta, em média, 180 bolsas. Já no domingo, só recebe um terço, em torno de 40 bolsas. Queremos estimular a doação regular, independente da iniciativa”, ressaltou.
O presidente da Suderj, Renato de Paula, comemorou o sucesso da ação, destacando a importância de multiplicar a cultura da doação de sangue e como uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas.
“Independentemente de mimo ou não, é fundamental entender que para salvar vidas basta esse ato de solidariedade”, ressaltou Renato.
Com informações de Governo do RJ.

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