Filhotes de Ararinha-azul nascem na BA pela 1ª vez após 37 anos

Dois pequenos e espertos filhotes de ararinha-azul nasceram na cidade de Curaça, região norte da Bahia. A notícia foi dada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), como uma vitória à extinção da ave.
A espécie Cyanopsitta spixii estava ameaçada de extinção e, com o nascimento dos filhotes, 37 anos depois, uma nova história para a sobrevivência das aves começa a ser contata. As ararinhas-azuis bebês nasceram há 10 dias e desde então seguem sendo monitoradas por pesquisadores.
Os recém-nascidos representam um sucesso excepcional para os pesquisadores encarregados do programa de reintrodução das ararinhas-azuis no sertão baiano. Essa iniciativa é liderada pela ONG alemã Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP) em parceria com o ICMBio.
A reprodução
A jornada para salvar a ararinha-azul começou há duas décadas, quando criadores privados e zoológicos colaboraram para reunir as aves que estavam em cativeiro. A reintrodução na natureza teve início no ano passado, e desde então, a espécie tem gradualmente se adaptado ao seu habitat original.
Os filhotes que nasceram recentemente são fruto da união do macho “Bizé”, que foi libertado na primeira soltura em junho de 2022, com uma fêmea liberada em dezembro do ano passado. Essa união, junto com os filhotes recém-nascidos, marca a formação da primeira família de ararinhas-azuis vivendo em seu ambiente natural.
A reprodução ocorreu em um dos ninhos artificiais fixados no alto de uma caraibeira, uma das árvores preferidas das ararinhas. Os pesquisadores do projeto relatam que a taxa de sobrevivência nas primeiras semanas após o nascimento é muito baixa, e, portanto, eles evitaram perturbar os animais, não acessando o ninho.
“A primeira ninhada de ovos se mostrou infértil, mas a determinação do casal prevaleceu, e a segunda ninhada continha dois ovos férteis, levando ao nascimento de dois filhotes saudáveis”, explicou Cromwell Purchase, diretor da ACTP no Brasil.
Os pais de primeira viagem estão demonstrando habilidades excepcionais no cuidado com seus filhotes, um sinal promissor para o futuro da espécie.
“Essa notícia nos enche de esperança e motiva para continuarmos firmes no trabalho fundamental de reflorestamento junto à comunidade, para que possamos proporcionar para a nova geração de ararinha-azuis alimento e moradia em seu novo lar”, contou o diretor da Bluesky, Ugo Vercillo, responsável pelo projeto de reflorestamento das unidades de conservação e parceira na gestão do Centro de Reintrodução da Ararinha-azul.
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Da extinção à soltura
A história da ararinha-azul ganhou notoriedade mundial com o filme “Rio”, mas durante mais de 20 anos, a espécie foi considerada extinta na natureza.
O árduo trabalho de reintrodução da espécie no seu habitat natural, liderado pela ACTP e pelo ICMBio, repatriou 52 aves da espécie há três anos, todas recuperadas de cativeiros no exterior.
Após uma temporada em um viveiro na Alemanha, as aves foram transferidas para um viveiro especialmente construído para elas em Curaçá, na caatinga baiana, seu habitat original.
Em 2022, as aves começaram a ser soltas gradualmente na natureza, com oito ararinhas-azuis ganhando sua liberdade em junho e mais 12 em dezembro do mesmo ano.
Antes do início do programa de reintrodução, a última ararinha-azul vista na zona rural de Curaçá tinha sido avistada há mais de 20 anos, na companhia de uma fêmea de outra espécie, a arara Maracanã.
Até hoje, o destino dessa última ararinha-azul permanece um mistério. Os pesquisadores atribuem a extinção da espécie principalmente ao tráfico de animais e à destruição de parte do bioma da Caatinga.
Esforços conjuntos de ambientalistas e pesquisadores desde 2009, e a criação do Plano de Ação para Conservação da Ararinha-Azul (PAN) em 2012, incluindo a reintrodução da espécie no seu território de origem, finalmente estão dando frutos.
A reintrodução da ararinha-azul na natureza é um exemplo notável de como a determinação humana e a colaboração podem ajudar a salvar espécies ameaçadas de extinção.
Com informações de G1.

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