Homem que ficou paralisado após acidente volta a andar graças a tratamento inovador

Um homem que ficou paralisado do pescoço para baixo após um acidente de surf há sete anos, volta a ficar de pé e andar sozinho, graças a um tratamento inovador com células-tronco.
Chris Barr foi o primeiro paciente de um estudo pioneiro realizado pela clínica estadunidense Mayo. As células-tronco foram coletadas da própria gordura abdominal do paciente, expandidas em laboratório e injetadas na coluna lombar.
Depois de cinco anos, Barr comemora ganhos significativos na independência, como poder se alimentar e realizar atividades do dia a dia sem assistência. “Nunca sonhei que teria uma recuperação como esta”, contou.
Resultados já animam
Os resultados do estudo foram publicados na revista Nature Communications.
Sete dos 10 pacientes submetidos à terapia experimentaram aumento de força nos grupos motores musculares e maior sensação de picadas e toques leves.
Os outros três não apresentaram mudanças significativas, o que significa que não melhoraram nem pioraram.
Esperança
O neurocirurgião e pesquisador líder do estudo, Mohamad Bydon, enfatizou que as células estaminais são seguras e potencialmente benéficas.
Apesar de ainda ser um estudo de Fase 1, os resultados já indicam um marco no tratamento de lesões na medula espinhal.
“Essas descobertas nos dão esperança para o futuro”, comemorou Bydon.
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Mais estudo serão feitos
Bydon e outros pesquisadores continuam tentando entender como e por que as células-tronco interagem com a medula espinhal para resultar em progresso para alguns pacientes.
Outras pesquisas também estão em andamento entre um grupo maior de pessoas para avaliar melhor os riscos e benefícios.
Nova vida
Para Barr e outros pacientes, esses resultados já são motivo de otimismo.
Atualmente, não há nenhum tratamento aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa dos Estados Unidos, para lesões na medula espinhal.
“Estou muito feliz que haja pessoas tomando medidas ousadas para tentar fazer pesquisas para curar isso”, disse Barr.
Com informações da ABC News.

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