Meio ambiente preservado ajuda a manter saúde das pessoas; revela estudo

Morar perto de parques, praças e lugares próximos à natureza colabora mais para a qualidade de vida do que se imagina. Um estudo comprova que o meio ambiente preservado ajuda a manter a saúde das pessoas, reduzindo estresse, controlando a glicose e a pressão arterial. Associado a isso é importante manter uma alimentação equilibrada.
O estudo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), faz parte do projeto Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa). Foram analisados 15.105 servidores públicos de Belo Horizonte e São Paulo para verificar as influências do meio ambiente na vida cotidiana deles.
A constatação foi clara: um meio ambiente preservado, que mantém árvores, plantas, flores, áreas de parques e praças colabora para o bem-estar das pessoas como um todo. E o complemento vem da alimentação baseada em frutas e hortaliças. Esse conjunto de fatores diminui a poluição atmosférica e sonora, além de incentivar a interação social.
Definição de estratégias
O professor José Geraldo Mill, coordenador do estudo, diz que o objetivo da pesquisa é identificar meios para indicar caminhos para as políticas públicas de prevenção de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e obesidade.
“A recomendação para prevenir essas doenças são bem conhecidas: alimentação adequada, atividade física e redução do estresse. A melhor atividade física é aquela feita ao ar livre. Para isso, a preservação das áreas livres nas cidades é fundamental.”
O professor ressalta que: “A preservação desses espaços é política pública essencial para a saúde da população”.
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O estudo
O estudo revela que o ambiente em que as pessoas moram pode influenciar na adoção de hábitos mais saudáveis, como alimentação adequada e exercício físico.
Morar próximo a locais de venda de frutas e hortaliças, por exemplo, favorece a adoção de alimentação equilibrada.
Os resultados da pesquisa mostram 48% maior chance de consumo de frutas duas ou mais vezes por dia e 47% maior chance de consumo de hortaliças diariamente.
O estudo diz ainda que quem mora em locais onde há praças e parques na vizinhança faz mais atividade física.
As áreas verdes nas cidades abrangem os parques, praças, zoológicos, jardins e as árvores, arbustos nas ruas, canteiros, calçadas e quintais contribuem para a diminuição da poluição atmosférica e sonora e atuam como espaços para a prática de atividade física e interação social.
Efeitos práticos
Pela pesquisa, dos servidores analisados em São Paulo, por exemplo, 64% disseram não ter cesso a qualquer parque em um raio de um quilômetro da residência.
Aqueles que conseguiam estar próximos desses locais apresentaram 12% menos chances de apresentarem pressão arterial elevada.
Em Belo Horizonte, os moradores analisados que viviam em locais com mais árvores tinham 49% menos chances de obesidade.
Na pesquisa, os cientistas são categóricos: “Esses dados são muito importantes porque mostram a importância do planejamento do espaço urbano como uma intervenção do poder público na área da saúde coletiva. Cabe ao poder público regulamentar a ocupação do solo, preservando áreas livres onde as pessoas possam passear e praticar exercícios”.
Informações da Ufes

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