Baiana vende acarajé em Londres e fatura R$ 2,5 milhões; “comida de alma”

A baiana Camila Vargas faz sucesso em Londres, na Europa, vendendo o tradicional acarajé baiano. Com uma mistura entre cultura popular, axé e ancestralidade, ela leva um pouquinho do nosso Nordeste para o outro lado do Oceano. E honra o último pedido da mãe!
A empresária vive na Europa há quase 20 anos e o negócio deu super certo. A “Little Piece of Bahia” (Pedacinho da Bahia, em português) já abriu uma unidade em Manchester. Além da venda local, ela também trabalha com delivery e exporta para Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.
O acarajé não é o único prato típico. Camila também vende moquecas, caruru, feijoada, abará, entre outros. “Os europeus estão cansados de churrasco, querem experimentar a verdadeira comida baiana”, disse a empresária em entrevista ao Alô Alô Bahia.
“Bahia até você”
Em 2023, apenas a unidade de Londres alcançou um faturamento de £400 mil (aproximadamente R$ 2,5 milhões).
E olha como ela chama os clientes europeus: “Nosso slogan é: ‘Se você não for à Bahia, a Bahia vai até você’. Não importa onde a pessoa esteja, nós chegamos lá”, contou.
O negócio cresceu tanto que o Little Piece of Bahia não é apenas um restaurante. Além das duas unidades físicas, também está presente em várias feiras de rua do Reino Unido.
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Pedido da mãe
A história do empreendimento começa com Maria do Carmo Vargas, mãe de Camila. Em 1989, a mulher deixou Salvador e se mudou para Curitiba. Lá, abriu o Pedacinho da Bahia.
Na Praça General Osório, Maria foi pioneira na venda de comida baiana. O foco era no acarajé.
Camila cursava jornalismo no Brasil, mas um episódio de racismo na universidade mudou sua vida para sempre. Incentivada pela mãe, ela se mudou para Londres em 2005.
Já na Europa, aperfeiçoou o inglês e concluiu duas graduações. Com uma carreira consolidada no setor de serviços e moda, a empresária viu a mãe fazer um último pedido depois de ter sido diagnosticada com câncer.
Maria pediu à filha que continuasse o legado da família e passasse a vender acarajé.
“Honrar nossa cultura”
Camila era a única das cinco filhas que não havia trabalho na empresa no Brasil.
“Minha mãe me preparou para isso seis meses antes de falecer. Eu era a única das cinco filhas que nunca havia trabalho na empresa, mas ela me disse que era a minha vez de honrar nossa cultura”.
Mesmo sem experiência na cozinha, a filha encarou de braços abertos o pedido da genitora. Sobre a receita usada, ela explica.
“Não existe receita exata, a magia é você quem faz. O acarajé é uma comida de alma”.
Hoje, anos depois, ela se tornou uma das maiores referências de comida típica baiana no Reino Unido.
O último pedido da mãe foi honrado da melhor maneira possível!
Olha que bacana a mistura de Manchester com a Bahia!
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