Bosque com 100 árvores gigantes da Amazônia agora é protegido por parque estadual

Preservar o meio ambiente e garantir um mundo sustentável são os desafios do século 21. No Brasil, lá no Pará, há sinais de avanços. Um bosque com 100 árvores gigantes da Amazônia virou parque nacional e está protegido.
O bosque, agora parque, foi criado pelo governo do estado do Pará. No local, batizado de Parque Estadual Árvores Gigantes da Amazônia reúne 1,3 milhão de acres, tão grande quanto os Parques Nacionais de Yosemite e Grand Tetons juntos.
Localizado ao longo dos rios Yari e Ipitinga, abrange mais de 100 árvores da família das ervilhas, chamadas de “Angelim Vermelho” ou Dinizia excelsa. É considerada a árvore mais alta das Américas tropicais, com uma altura de 88,5 metros. Muitas têm de 400 a 600 anos.
Preservação de atividades
De acordo com o decreto que cria o parque, os povos indígenas e suas atividades de coleta de castanha-do-pará e camu-camu não sofrerão interferência.
O Fundo Amazônia-Andes financiou a criação do bosque. É um dos maiores fundos focados em conservação na América do Sul, que ajuda a preservar mais de 42 milhões de acres de áreas protegidas e a garantir 48 títulos de terra separados para povos indígenas.
“O Parque Estadual Árvores Gigantes é muito importante para a proteção de uma floresta amazônica única que é uma maravilha para o mundo devido ao tamanho de suas árvores”, disse Enrique Ortiz, diretor sênior do Programa Andes Amazon Fund.
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Grande surpresa
A descoberta das árvores gigantes tropicais foi uma surpresa e ocorreu durante uma pesquisa aleatória da Amazônia via satélite.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) do Brasil mapeou 850 blocos aleatórios de 900 acres de floresta remota.
As árvores de Angelim Vermelho podem ser facilmente derrubadas em tempestades fortes, mas esta área oriental da floresta tropical perto do Escudo das Guianas recebe pouco vento e poucas tempestades em comparação com áreas mais a oeste.
A palavra do especialista
Eric Bastos Gorgens, pesquisador de engenharia florestal, fez parte da equipe que analisou os dados.
“Começamos a analisar os dados com mais cuidado, percebemos que não eram erros. Eram, na verdade, árvores gigantes.”
Uma das árvores media 82 metros de altura, outra tinha 88,5 metros, quase 9 metros mais alta, informou o GNN.

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