Estudantes brasileiros vencem competição da NASA; desbancaram gigantes da programação

Uma equipe formada por estudantes brasileiros fez história ao conquistar o título de “Melhor Uso da Tecnologia” em uma competição da NASA. Arrasaram demais!
O grupo, ligado à Universidade Federal de Uberlândia, desenvolveu um projeto inovador chamado 42 Quake Heroes, que detecta tremores em Marte e na Lua e ajuda a economizar recursos em pesquisas espaciais.
O título veio na NASA Space Apps Challenge 2024, também conhecida como a maior hackathon do mundo. Agora, os vencedores vão representar o país na celebração global dos campeões e em junho vão conhecer as instalações da agência espacial dos Estados Unidos.
42 Quake Heroes
Para responder ao desafio de “detecção sísmica em todo o sistema solar”, a equipe usou inteligência artificial (IA).
O 42 Quake Heroes foi construído a partir de redes neurais que conseguem identificar, com precisão, tremores em corpos celestes como a Lua e Marte.
“Imagina que eles [a Nasa] queiram estudar os ‘terremotos’ em Marte e na Lua, então eles usam sondas gravando esses astros, por exemplo, por cinco dias, e às vezes um terremoto só começava a acontecer no final do quinto dia, então todos os outros quatro dias se tornam um desperdício de sinais que eles mandam pra Terra e isso gera muito [gasto de] dinheiro e energia também”, disse Gustavo Antonio Teixeira da Matos, ao explicar sobre o propósito da criação.
Além de treinar a IA para reconhecer os abalos sísmicos, os estudantes desenvolveram um algoritmo acessível, que qualquer pessoa com um computador consegue reproduzir em casa.
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NASA Space Apps Challenge
O NASA Space Apps Challenge dura 48 horas e, ao longo dos dois dias, as equipes trabalham para resolver desafios ligados à Terra e ao espaço.
Em 2024, mais de 93 mil participantes disputaram prêmios em 10 categorias, como “Melhor Uso da Ciência” e “Impacto Local”.
O grupo dos brasileiros era formado pelos alunos da Universidade Federal de Uberlândia (UFU): Gabriel Ribeiro Filice Chayb, Larissa Borges de Mello, Ana Carolina Miziara Sabino de Oliveira Borges, Gustavo Antonio Teixeira da Matos, e os ex-alunos da instituição Gustavo Ferreira Tavares e Alailton José Alves Junior.
Impacto do prêmio
Além de levar o nome do Brasil ao pódio, o grupo também mostrou o poder da educação pública.
“A gente entrou aqui com 17 e 18 anos, então a UFU nos criou cientificamente. Se a UFU não existisse, provavelmente isso não existiria. E o que faz a universidade são as pessoas,então eu consigo citar professores e colegas que me fizeram estar aqui hoje”, disse Larissa em entrevista à Universidade.
Com o título, os brasileiros vão participar da Celebração dos Vencedores Globais em junho de 2025.
Além de visitar as instalações da NASA, eles vão encontrar cientistas da instituição.
“Minha expectativa para a ida é a melhor possível e acredito que falo também por todos que a ficha ainda não caiu e acho que só vai cair quando entrar no avião”, disse Gabriel sobre as expectativas para a viagem.

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