Jovem com paralisia cerebral termina faculdade de Desenvolvimento de Sistemas e comemora

Com um sorriso no rosto, Gabriel de Lima Adriano, de 29 anos, vive um dos momentos mais emocionantes da vida dele: o jovem, que tem paralisia cerebral, acabou de se formar no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Centro Universitário UNICEPLAC, no Distrito Federal.
“É uma alegria muito grande. Uma vitória. Cheguei onde eu queria. A lembrança que vou levar é essa grande conquista”, comemora o estudante. Ele faz questão de agradecer o apoio dos pais, Edite Xavier de Lima e Joaquim Adriano Neto. “Meus pais me ajudaram muito nessa caminhada, sempre estiveram ao meu lado. Agora quero fazer uma pós-graduação e buscar trabalho na área”.
Devido a condição de saúde, Gabriel teve os movimentos dos membros inferiores afetados, desafios cognitivos. Ainda assim, nunca abriu mão do sonho de conquistar um diploma universitário. “Foi uma vida inteira de luta e dedicação ao meu filho”, relata a mãe, Edite.
Superação em família
Segundo ela, o início da trajetória foi marcado por incertezas.
“Quando meu filho nasceu, os médicos disseram que ele não tinha expectativa de vida e chegaram a sugerir que desligássemos os aparelhos. Mas nós não desistimos”, contou a mãe ao Só Notícia Boa.
“Ele ficou dois meses na UTI. Com muita dificuldade, estudou, concluiu o ensino médio e ingressou na faculdade. Por causa das limitações de locomoção e das dificuldades cognitivas, ele pensou em desistir em alguns momentos, mas encontrou forças para continuar e conquistar essa vitória”, disse dona Edite.
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Apoio da universidade
A conquista de Gabriel também contou com o apoio da universidade. O coordenador do curso, o professor Washington Fábio, construiu um plano de trabalho junto a todos os docentes e acompanhou a trajetória do aluno.
O professor Romes Heriberto de Araújo destaca o suporte contínuo oferecido pela instituição, com adaptações em sala de aula e nas atividades acadêmicas.
“Desde o ingresso no UNICEPLAC, Gabriel recebeu apoio em todas as suas atividades, dentro e fora da sala de aula. A coordenação desenvolveu um trabalho conjunto com a família. Foi necessário adaptar avaliações, com auxílio de ledor e escriba, além de ajustes em equipamentos, como o uso de teclado adaptado. Também fizemos adequações nos programas e no material didático, como mudanças de fonte, para garantir o acesso ao conteúdo”, explica o professor.
Rotina na universidade
O apoio dos colegas foi outro fator decisivo durante a graduação. Em sala de aula e nos laboratórios, os estudantes se organizaram para auxiliar Gabriel na locomoção e nos estudos, reforçando conteúdos e colaborando nos trabalhos em grupo.
Para Joel Wollace Bezerra Santos, representante da turma, a convivência fortaleceu o espírito de cooperação entre os alunos. “A classe sempre buscou criar um ambiente acolhedor e acessível, facilitando a participação de Gabriel nas atividades e incentivando seu aprendizado”, finalizou.

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