Idosa escravizada por 70 anos vai receber R$ 600 mil; patrões condenados pela justiça

Por mais de sete décadas, uma mulher viveu em condições análogas à escravidão, sem direito a salário, liberdade ou qualquer benefício trabalhista. Aos 85 anos, ela foi resgatada no Rio de Janeiro e agora a Justiça do Trabalho reconheceu oficialmente seu vínculo empregatício, garantindo uma indenização milionária.
Os responsáveis pela exploração, mãe e filho, foram condenados a pagar R$ 600 mil em danos morais e todas as verbas trabalhistas acumuladas desde 1967.
Durante anos, a trabalhadora foi impedida de ter controle sobre a própria vida, sendo privada de documentos e da aposentadoria dela. A decisão judicial representa um marco no combate às violações de direitos humanos no país. O caso é considerado o mais longo registro de pessoa escravizada no Brasil desde 1995.
O resgate e a investigação
A operação de resgate aconteceu em 2022, liderada pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ), com apoio da Superintendência Regional do Trabalho e do Projeto Ação Integrada.
A investigação revelou que a vítima trabalhava desde os 12 anos para a mesma família, passando por três gerações de exploradores. Ao longo desse tempo, a mulher foi mantida sem registro, sem salário e sem direito a descanso.
Os documentos pessoais dela eram retidos pelo empregador, que também realizava saques da aposentadoria que a idosa recebia, deixando-a completamente dependente da família que a explorava.
Leia mais notícia boa:
- Mãe que era agredida por marido e fugiu de casa com 3 filhos recebe comida após vaquinha
- Idoso que ficou 20 anos em situação de escravidão é resgatado e ganha casa própria
- Pai que sofreu golpe do falso emprego comemora novo trabalho após ser resgatado; ‘Muito feliz’
A decisão histórica
Na sentença, o juiz Leonardo Campos Mutti, da 30ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, destacou que a vítima teve sua vida inteiramente dedicada ao trabalho forçado, sem oportunidade de desenvolvimento pessoal.
“Trabalhou ao longo de praticamente toda a sua vida com dedicação exclusiva aos réus, sem receber salário ou qualquer outro direito, sem liberdade e submetida a condições degradantes”, afirmou ao R7.
O juiz determinou o pagamento de todas as verbas trabalhistas desde 1967 até 2022, além de R$ 300 mil por dano moral coletivo. Antes de trabalhar para os réus condenados, a idosa já havia sido explorada pela avó da família, que faleceu antes da investigação.
O impacto da decisão
Para a procuradora do Trabalho Juliane Mombelli, responsável pelo caso, a decisão representa um avanço no combate à escravidão moderna.
“O reconhecimento dessa relação de trabalho forçado demonstra o amadurecimento do Judiciário brasileiro no enfrentamento de graves violações aos direitos humanos”, afirmou.
Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas pelo sistema Ipê. Não se cale!

Brasileiros já podem comprar em lojas do Paraguai e receber pelos Correios; nem tudo vale a pena
Eclipse vai apagar 93% da Lua e será visto no fim do mês em todo o Brasil; veja horário
Menino brasileiro de 3 anos ganha prêmio internacional de inteligência; entrou para a Mensa aos 2
Filme sobre Chorão estreia com aplausos em Gramado e José Loreto diz: “vai ser marco na história”
Ciclista adota filhote que o encontrou durante pedal em SC e o leva dentro na blusa; vídeo
Aos 71 anos, dona Antonieta compete pela 1ª vez no jiu-jitsu e vence; vídeo
Idoso com Down de SP faz 80 anos e ganha título de “o mais longevo do Brasil”, vídeo
Bitelo, ex-servente de pedreiro brasileiro, levanta 420 kg e é aplaudido por astro de Game of Thrones; vídeo
Veja como está a árvore de pequi preservada no meio de uma avenida de Tocantins, 6 anos depois
Glória Menezes parte aos 91, cinco anos depois do grande amor Tarcísio Meira; juntos para sempre
Laura Cardoso: relembre grandes personagens que ficaram na memória dos brasileiros
Veja como será a 1ª Universidade Federal do Esporte, no DF; aulas devem começar em 2027