IA desenvolvida por brasileiros pode ajudar a diagnosticar tumores cerebrais

Pesquisadores brasileiros criaram uma inteligência artificial (IA) capaz de diagnosticar tumores cerebrais com uma taxa de acerto de 99,75%. A pesquisa foi premiada!
O estudo, realizado na Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), foi conduzido pelo estudante Lucas Costa Lima Ferreira. A ferramenta utiliza redes neurais profundas para analisar imagens de ressonância magnética e identificar padrões que diferenciam quatro categorias: glioma, meningioma, adenoma de hipófise e cérebro saudável.
“Ao olharmos para algo novo, primeiro percebemos formas simples, como linhas e cores, e, à medida que focamos mais conseguimos identificar detalhes complexos até reconhecer o que estamos vendo. Da mesma forma, essas redes analisam imagens de ressonância magnética, começando por características básicas até identificarem padrões específicos que ajudem a distinguir as imagens entre diferentes tipos de tumores cerebrais e cérebros saudáveis”, detalhou o estudante em entrevista à Universidade.
Ideia promissora
O projeto começou durante uma disciplina do curso de Ciência da Computação.
Lucas, que gostaria de estudar mais sobre as aplicações de IA na medicina, propôs a ideia à professora Ângela Leite Moreno.
A partir de deep learning e machine learning, a equipe conseguiu desenvolver a abordagem inovadora, capaz de analisar detalhadamente imagens médicas.
O algoritmo trabalha parecido com a visão humana e identifica elementos básicos antes de reconhecer padrões mais complexos.
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Precisão impressionante
Os resultados do estudante surpreenderam pela precisão da ferramenta.
Com mais de 1.300 imagens analisadas, a IA conseguiu um índice de 99,75% de acerto. O aumento é significativo frente a métodos já existentes no mercado.
Ao longo desse tempo foi possível obter 95,57% de acerto nesse tipo de problema, mas com as técnicas utilizadas nesse trabalho foi possível classificar um total de 1.311 imagens com 99,75% de acerto, um aumento significativo com a técnica desenvolvida
Segundo o grupo, o avanço representa uma grande mudança na forma como os médicos vão interpretar exames de imagem.
Além disso, a tecnologia também pode ajudar a reduzir erros e agilizar a tomada de decisão frente à doença.
Premiações e o futuro
O trabalho já fez o maior sucesso e acumula premiações.
Lucas já tem prêmio nos Congresso Nacional de Matemática Aplicada e Computacional e o Congresso brasileiro Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia.
Para ele, as premiações representam uma validação de todo o estudo.
“Representa uma validação do impacto do trabalho na área de ciência de dados aplicada a essa área e também o representa o reconhecimento do nosso esforço de mais de um ano no desenvolvimento da pesquisa”, explicou.
Agora, o pesquisador segue trabalhando no estudo. Em novos testes, ele já conseguiu elevar a precisão do diagnóstico para 99,92%.
Para o futuro, Lucas quer publicar os resultados em novas revistas científicas e tentar implementar a tecnologia em hospitais e clínicas.

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