Escolas inovam e substituem celular por bordados, forró e jogos de tabuleiro; vídeo

Com a lei que proíbe o uso de eletrônicos em sala de aula, o jeito é ter criatividade para garantir o interesse e a atenção dos estudantes. Escolas do Ceará, por exemplo, inovam e substituem o uso de celular por bordados, jogos de tabuleiro, aulas de forró e brincadeiras de antigamente.
É como se fosse um resgate aos tempos dos avós, especialistas apoiam a iniciativa porque acreditam que é uma forma de desenvolver as habilidades. Os alunos treinam memória, raciocínio lógico, linguagem, dentre outros aspectos.
Ticiana Santiago, psicopedagoga e doutora em Educação, em entrevista ao Diário do Nordeste disse que a tecnologia deve ser usada como parceira e ferramenta do ensino, não com outras função. “A gente não pode negligenciar essa discussão extremamente necessária”, ressaltou.
Cultura e lazer
Na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Cônego Luiz Braga Rocha, em Ibaretama, no Ceará, o intervalo passou a ser chamado de “interativo”. É o período em que os alunos podem escolher entre os esportes com bola, jogos de tabuleiro, momentos para o bordados e o forró.
A diretora Maria do Céu disse que, como a escola é em tempo integral, é importante incentivar essas iniciativas. Segundo ela, os próprios alunos se organizaram. A estudante Rayan Cavalcante, de 17 anos, do 3º ano do Ensino Médio, elogia.
“O forró é uma forma de se distrair, e faz bem para o corpo e para a mente”, disse a adolescente.
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Mais criatividade
Para Vicente Melo, psicólogo e pedagogo, o processo de adaptação entre a retirada do celular e a adoção de medidas substitutivas tem de ser definida com cautela para evitar o aumento da ansiedade.
Na Escola Profissional Joaquim Moreira, em Fortaleza, em período integral, adotou também iniciativas que incentivam o debate e o contato entre os alunos. Há discussões sobre capacidade feminina, formas de defesa e cuidados com a saúde.
De acordo com a direção do colégio, o rendimento aumentou e a empregabilidade dos alunos também. Segundo dados da escola, houve mais aprovações nos cursos de medicina, direito e nutrição.
Lei nacional
A Lei Federal 15.100/2025, sancionada em janeiro, proíbe o uso dos aparelhos durante as aulas, recreios e intervalos em todas as etapas da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e médio), tanto em escolas públicas quanto privadas.
O texto indica que o uso de aparelhos eletrônicos nas salas de aula é permitido apenas para fins didáticos, conforme orientação dos professores.
A lei permite o porte dos celulares, mas não o uso dos aparelhos para fins pessoais. A permissão existe apenas para “situações de perigo, estado de necessidade ou caso de força maior”, de acordo com o Diário do Nordeste.
Veja o vídeo que mostra o intervalo interativo:
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