Hospital leva paciente internada na UTI com doença rara para assistir a show de pagode; vídeo

A equipe de um hospital de Brasília realizou o sonho de uma paciente internada há seis meses na UTI, com uma doença rara que faz perder os movimentos do corpo. O que ela mais queria era assistir a um show de pagode. E conseguiu
Diagnosticada com porfiria – doença rara que afeta a produção do sangue e pode provocar paralisia – Tatiane Barros, de 45 anos, viveu momentos incríveis no último domingo, (8), ao sair um pouco do ambiente hospitalar, e curtir o show ao vivo e ao ar livre, no Parque da cidade.
Mais que isso: ao chegar numa UTI móvel ao show, ela foi recebida com muito carinho, inclusive pela banda Benzadeus! “Foi a primeira vez que ela saiu dessa internação. E foi isso, aquela alegria só”, contou Andreia Soares, irmã de Tatiane, em entrevista ao G1.
Perdeu os movimentos
As coisas não têm sido fáceis para Tatiane, que já perdeu os movimentos de quase todos os músculos do corpo.
Ela mantém a consciência e faz a comunicação por leitura labial.
Desde janeiro, a UTI do Hospital DF Star virou a casa dela.
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Sonho realizado
Em abril ela completou 45 anos e, sabendo que ela é apaixonada por música, a equipe do hospital organizou na época uma apresentação musical no jardim da unidade.
Mas o verdadeiro presente veio agora, semanas depois: poder sair ao ar livre, numa maca, e sentir de perto a vibração do show de pagode tão esperado.
Todos os cuidados necessários foram respeitados e uma estrutura especial precisou ser montada no local.
No show da banda Benzadeus, ela estava cercada por familiares, amigos, colegas de trabalho e do filho.
“Que saudade que eu tava de curtir um pagode”, disse a coordenadora de RH.
Emoção contagiou
E durante o show, Tati, como é chamada, aproveitou ao máximo.
“Ela parecia em êxtase e não parava de cantar”, disse a psicóloga Luana Karina Olivato, melhor amiga da paciente.
A emoção também tomou conta dos músicos e do público presente, que se surpreendeu com a força e alegria transmitidas por Tatiane.
Impacto na recuperação
Para o médico Antônio Aurélio Fagundes, a experiência foi mais que simbólica.
Ela tem reflexos diretos no bem-estar e na recuperação da paciente.
“Do ponto de vista psicológico, é importante para ela resistir, para a imunidade, para todos os aspectos. A ideia é acrescentar vida a quem está lutando para continuar vivendo”, finalizou.
Merece aplausos a equipe desse hospital!
Veja como foi a ida da Tati ao show de pagode:
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