Especialistas escolhem as 10 melhores músicas brasileiras de todos os tempos

Qual a música que mais marcou a sua vida? Especialistas escolheram as 10 melhores músicas brasileiras de todos os tempos e o resultado é um mergulho nas pérolas brasileiras que jamais serão esquecidas.
A escolha foi feita por 100 personalidades, convidadas pelo jornal O GLOBO nas comemorações dos 100 anos da empresa. Eles votaram nas composições mais importantes do último século, verdadeiras joias da nossa cultura, que atravessam e encantam gerações.
A seleção traz sambas, baiões, canções de protesto, amores impossíveis e declarações de afeto ao Brasil. De Cartola a Tom Jobim, de Luiz Gonzaga a Roberto Carlos, a lista emociona, convida a gente a relembrar. A grande vencedora foi Asa Branca, seguida de Carinhoso e Águas de Março.
Veja as 10 músicas brasileiras mais importantes do último século
1 – Asa Branca – Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (1947)
O coração do Nordeste pulsa nessa toada. “Asa Branca” fala da seca, da saudade e da esperança com uma força que emociona até quem nunca pisou no sertão. Luiz Gonzaga, com sua sanfona, ajudou a espalhar essa música pelo mundo e consolidá-la como um hino nordestino.
Voto de destaque: Chitãozinho e Xororó
2 – Carinhoso – Pixinguinha e João de Barro (1922)
Uma das melodias mais doces já compostas, “Carinhoso” é considerada a música brasileira mais regravada da história. Com sua letra romântica e nostálgica, é um verdadeiro abraço em forma de canção — e parte essencial da alma musical do Brasil.
Voto de destaque: Fafá de Belém
3- Águas de março – Tom Jobim (1972)
Imortalizada no dueto com Elis Regina, é uma celebração do ciclo da vida, com suas idas e vindas, alegrias e tristezas. A letra, construída com imagens simples e poderosas, encanta com sua fluidez e leveza. Um verdadeiro poema cantado.
Voto de destaque: Lenine
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4- Chega de saudade – Tom Jobim e Vinícius de Moraes (1959)
Ponto de partida da Bossa Nova, a canção mudou os rumos da música brasileira. Primeiro com Elizeth Cardoso, depois com João Gilberto, virou sinônimo de modernidade e sensibilidade. Seu legado atravessa décadas e inspira artistas até hoje.
Voto de destaque: Mart’nália
5. Construção – Chico Buarque (1971)
Uma crítica poderosa à alienação do trabalhador e à sociedade mecanizada, “Construção” é um marco da resistência musical contra a ditadura. A estrutura complexa e poética da letra, combinada com a genialidade dos arranjos, mostra por que Chico é um dos maiores nomes da MPB.
Voto de destaque: Roberto Menescal
6 – O mundo é um moinho – Cartola (1976)
Poética e dolorida, a música foi um conselho emocionado de Cartola à filha adotiva. Com simplicidade e lirismo, ele alertava sobre as dores da vida. A canção foi redescoberta anos depois e se tornou um dos maiores sambas já escritos — eternizado em vozes de várias gerações.
Voto de destaque: Filipe Ret
7 – Aquarela do Brasil – Ary Barroso (1939)
Patrimônio cultural do país, foi a primeira música brasileira a ganhar fama internacional. Com sua melodia grandiosa e letra que exalta a beleza do país, virou símbolo de identidade nacional. Até hoje, encanta gerações e aparece em filmes, desfiles e homenagens.
Voto de destaque: João Barone
8 – Detalhes – Roberto Carlos e Erasmo Carlos (1971)
Um clássico sobre amores que não se esquecem, com letra sensível e melodia marcante. Mesmo após o fim da Jovem Guarda, Roberto Carlos provou que sabia falar diretamente ao coração do povo brasileiro. Um verdadeiro retrato das emoções profundas que nos marcam para sempre.
Voto de destaque: Daniela Mercury
9 – Alegria Alegria – Caetano Veloso (1968)
Com seu estilo irreverente e inovador, marcou o início do tropicalismo. Misturando guitarras elétricas com poesia e crítica social, a canção virou símbolo da juventude em transformação — e voltou com força em momentos-chave da política nacional.
Voto de destaque: Arthur Dapieve
10 – O bêbado e a equilibrista – João Bosco e Aldir Blanc (1979)
Símbolo da esperança em tempos sombrios, a música virou o hino não oficial da anistia aos exilados da ditadura. Elis Regina eternizou a canção com sua interpretação arrebatadora, e a imagem do “irmão do Henfil” se tornou símbolo de um país que sonhava com liberdade e justiça.
Voto de destaque: Paulinho da Viola
Assista ao vídeo da campeã, Asa Branca:

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