Senado aprova fim do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil; quanto você economizar

Histórico: o fim do imposto de renda foi aprovado por unanimidade no Senado, nesta quarta, 5. Assim, a partir de janeiro de 2026, 15 milhões de brasileiros, que ganham até R$ 5 mil por mês, estarão livres da mordida feita diretamente na folha de pagamento.
No total – incluindo contribuintes que já eram isentos – mais da metade dos brasileiros (65% dos declarantes), deixará de pagar IR a partir do ano que vem. Trabalhadores com salário de até R$ 7.350 também serão beneficiados com um desconto progressivo. Para entrar em vigor, falta apenas a sanção do presidente Lula, que agradeceu ao congresso pela aprovação da medida, uma promessa de campanha dele.
“Com a aprovação de nosso projeto de Lei pelo Congresso Nacional, com imposto zero para quem recebe até R$ 5.000 e desconto para quem ganha entre R$ 5.000 e 7.350 reais, milhões de pessoas que vivem de seu trabalho não precisarão mais pagar o IR ou terão imposto reduzido, garantindo mais dinheiro no bolso”, disse o presidente.
Quanto o trabalhador economiza com a isenção
Na prática, quem ganha R$ 5 mil vai deixar de pagar R$ 312,89 por mês de imposto. Em um ano, considerando também o décimo terceiro salário, a economia pode chegar a R$ 4.067, dinheiro que vai sobrar no bolso do trabalhador
Já quem recebe R$ 7 mil por mês, por exemplo, deverá ter ganhos de R$ 46,61 por mês, ou R$ 605,87 no ano, também considerando o décimo terceiro salário.
A pessoa que ganha acima de R$ 7.350 não vai ter redução de imposto. Ela continuará na tributação normal da tabela progressiva.
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Quanto vai custar
Hoje não paga imposto de renda trabalhador que ganha até R$ 3.036 por mês, o equivalente a dois salários mínimos.
A isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil terá um impacto estimado de R$ 25,8 bilhões em 2026.
Por isso o Congresso manteve a proposta do governo de aplicar alíquota progressiva de até 10% sobre rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil, os chamados contribuintes de alta renda que recebem acima de R$ 50 mil por mês.
O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%.
Decisão histórica
O relator do projeto no Senado, Renan Calheiros, disse que foi uma decisão histórica para o país.
“O projeto do imposto zero é um dos mais importantes e mais aguardados dos últimos anos”.
Segundo Renan, a mudança corrige injustiças e contribui para o bem-estar social “ao promover a justiça tributária, diminuir a carga de tributos que incide sobre a baixa renda e aumentar a carga incidente sobre os super ricos”.

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