Bilionário doa fortuna de US$ 7 bilhões para causas sociais e deixa de ser tão rico

Um dos empresários mais conhecidos da Arábia Saudita surpreendeu o mundo ao abrir mão de grande parte da própria riqueza. O bilionário Sheikh Sulaiman bin Abdul Aziz Al Rajhi, que já esteve entre as pessoas mais ricas do planeta, destinou bilhões de dólares para causas sociais dentro do país.
A decisão reduziu drasticamente o patrimônio dele, mas reforçou o compromisso com projetos que combatem a fome e ampliam o acesso à educação. A atitude ganhou destaque internacional por mostrar que fortuna também pode ser usada como instrumento de transformação.
Mesmo com a doação, Al Rajhi continua bilionário, mas em um patamar muito menor do que o registrado no auge da carreira. Ainda assim, a trajetória dele segue como um dos casos mais emblemáticos de ascensão econômica no Oriente Médio.
Infância simples e trabalho duro
Sheikh Sulaiman Al Rajhi nasceu em uma família de baixa renda na região de Al Qassim, na Arábia Saudita. A infância dele foi marcada por dificuldades, sem acesso a conforto ou estudos, em meio ao clima árido do deserto de Nejd.
Desde cedo, ele e o irmão trabalhavam para ajudar em casa. Ainda criança, transportava bagagens de clientes no mercado de Al Khadra, em Riyadh, e mais tarde começou a coletar tâmaras, recebendo um salário que mal permitia comprar comida.
Em relatos de entrevistas, Al Rajhi contou que chegou a dormir sobre cascalho no local de trabalho e passava o dia com a mesma roupa, já que não tinha condições de comprar outras peças.
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O início da virada na adolescência
Durante a adolescência, por volta dos anos 1940, Al Rajhi enfrentou uma longa sequência de trabalhos modestos. Foi cozinheiro em um pequeno hotel, vendeu querosene importado e até trabalhou como garçom em uma empresa de construção por um valor considerado muito baixo.
Ele chegou a abrir uma mercearia, mas precisou vender o negócio para arcar com despesas do casamento, ainda aos 15 anos. A virada começou pouco depois, quando passou a atuar na empresa de câmbio fundada pelo irmão Saleh Al Rajhi.
O empreendimento cresceu e, em 1956, ganhou uma segunda filial. Esse foi o primeiro passo para a construção do império financeiro que surgiria nas décadas seguintes.
Construção do próprio império empresarial
Em 1970, Al Rajhi decidiu seguir caminho independente e fundou a própria casa de câmbio. O negócio se expandiu rapidamente e virou uma rede com mais de 30 filiais espalhadas pela Arábia Saudita.
Com o tempo, a atuação avançou para outros países do mundo árabe, como Egito e Líbano, onde o empresário registrou grandes lucros. A expansão abriu portas para a criação do Al Rajhi Bank, fundado por ele e o irmão, que mais tarde se tornaria um dos bancos mais lucrativos da região.
Ao longo dos anos, Al Rajhi passou a ser reconhecido como um dos maiores nomes do setor financeiro de todo o Oriente Médio, segundo o site Índia..com.
A fortuna e a grande doação
No auge, em 2011, a revista Forbes estimou que Al Rajhi acumulava aproximadamente US$ 7,7 bilhões, valor que o colocava entre os mais ricos do planeta. Mas, com o tempo, o empresário tomou uma decisão pouco comum entre bilionários.
Ele transferiu a maior parte das ações dele no Al Rajhi Bank, além de uma grande fazenda de aves e outros bens, para uma fundação beneficente que leva o nome da família. A entidade financia iniciativas contra a fome e projetos educativos na Arábia Saudita.
Após a doação, o patrimônio dele caiu para cerca de US$ 2,2 bilhões, conforme estimado pela Forbes. Ainda assim, a escolha reforçou uma trajetória marcada não apenas por riqueza, mas também por impacto social.

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