Anvisa libera cannabis medicinal para venda em farmácias de manipulação; veja as novas regras

O Brasil deu um passo à frente. A partir de agora, a cannabis medicinal vai poder chegar com mais facilidade para pacientes. A Anvisa aprovou nesta quarta, 28, a resolução que amplia as possibilidades de brasileiros usarem a terapia à base do remédio natural, principalmente os que sofrem de doenças debilitantes graves como Parkinson, Alzheimer, Epilepsia, dores crônicas e Esclerose Múltipla, entre outras. (veja abaixo)
Entre as principais mudanças, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária liberou a venda do canabidiol em farmácias de manipulação com receita médica (hoje só é permitida a compra do remédio industrializado), a venda do medicamento para uso bucal, sublingual e dermatológico e, também, o uso do remédio para pacientes com doenças debilitantes graves, com concentração de THC (tetrahidrocanabinol) acima de 0,2%.
A decisão colegiadas estabelece o marco regulatório para cultivo e produção da cannabis com fins terapêuticos. Isso fortalece a pesquisa científica brasileira e reduz a dependência de produtos importados, que custam caro e têm burocracia para acesso. Nada muda sobre o uso recreativo, que continua proibido. A cannabis segue permitida apenas para fins medicinais, dentro das regras sanitárias estabelecidas.
Publicidade liberada
Agora a publicidade, que era proibida, passa a ser permitida exclusivamente para profissionais prescritores, restrita às informações de rotulagem e ao folheto informativo previamente aprovados pela Anvisa.
Muda também o acesso ao medicamento. hoje, apenas pacientes em cuidados paliativos ou com condições clínicas irreversíveis ou terminais podiam utilizar medicamentos à base de cannabis com concentração de THC (tetrahidrocanabinol) acima de 0,2%.
A nova regra, estende o uso desses medicamentos também para pacientes com doenças debilitantes graves, que necessitam terapias com maior concentração da substância. Veja abaixo quais são.
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Doenças debilitantes graves:
- Câncer
- Epilepsia refratária (de difícil controle)
- Esclerose múltipla
- Dores crônicas (como fibromialgia)
- Doenças neurodegenerativas (como Parkinson e Alzheimer)
- TEA (Transtorno do Espectro Autista)
- Distúrbio do sono
- Ansiedade
- Inflamações crônicas e
- Aids
Mudanças no uso do medicamento
Até agora, a agência permitia o uso da cannabis apenas para uso oral e inalatório. Com a resolução aprovada, o medicamento também poderá ser usado para uso bucal, sublingual e dermatológico. Os motivos são:
A via dermatológica é considerada de menor risco porque reduz a exposição sistêmica dos canabinoides.
E as vias sublingual e bucal evitam danos ao fígado, durante o metabolismo, e podem aumentar a biodisponibilidade das substâncias no corpo humano.
A nova norma deverá ser publicada oficialmente nos próximos dias, e tem previsão de validade inicial de seis meses.

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