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Polilaminina: mais 2 pacientes voltam a se mexer após aplicação do tratamento brasileiro; vídeos

Rinaldo de Oliveira
28 / 01 / 2026 às 07 : 59
Mais 2 pacientes voltaram a se mexer após a injeção da polilaminina com autorização judicial. Eles são de SP e MS e sofreram lesões na medula. - Fotos: reprodução Redes/Folha
Mais 2 pacientes voltaram a se mexer após a injeção da polilaminina com autorização judicial. Eles são de SP e MS e sofreram lesões na medula. - Fotos: reprodução Redes/Folha

No meio de tanta notícia ruim por aí, a polilaminina traz a esperança de volta: mais 2 pacientes tratados com a proteína experimental desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio, da UFRJ, voltaram a mexer partes do corpo em São Paulo e no Mato Grosso do Sul.

Em São Paulo, uma influencer que sofreu lesão na coluna após mergulho em Maresias voltou a mexer o braço direito, depois do tratamento experimental e revolucionário. No Mato Grosso do Sul, um estudante de 19 anos que sofreu acidente com arma de fogo e ficou tetraplégico disse num vídeo: “consegui ver pela primeira vez o nervo da minha perna se mexer”.

E no Paraná, um idoso de 64 anos que ficou paraplégico após depois de um acidente de trânsito, foi o primeiro no estado a receber a injeção da polilaminina. Todos conseguiram o tratamento com ações na justiça.

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A paciente de SP

A nutricionista e influenciadora Flávia Bueno, de 35 anos, conseguiu a liminar na última quinta-feira (22), para fazer o tratamento experimental com a polilaminina.

E o resultado foi rápido: a família contou que ela já conseguiu mexer o braço, o que não acontecia antes da aplicação da proteína: “Três dias após aplicação judicial da polilaminina, ela movimentou o braço direito pela primeira vez”, diz a legenda do vídeo postado nas redes. Assista abaixo.

A aplicação foi feita na última sexta-feira (23) no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde Flávia permanece internada. Ela teve uma lesão grave que prejudicou sua medula espinhal em três diferentes vértebras (C3, C4 e C5).

Leia mais notícia boa sobre a polilaminina

O paciente do MS

O jovem Luiz Otávio Santos Nunes, de 19 anos, gravou num vídeo contanto que, depois da aplicação da polilaminina sentiu pela primeira vez o nervo de uma das pernas se mexer novamente.

Ele sofreu um acidente com arma de fogo em outubro de 2025 e ficou tetraplégico.

Luiz é o primeiro paciente a receber o tratamento no Mato Grosso do Sul.

Primeiro paciente no Paraná

Em Maringá (PR), um paciente idoso, de 64 anos, que ficou paraplégico após sofrer um grave acidente de trânsito, conseguiu o direito de receber o tratamento experimental no Hospital Santa Casa de Maringá.

Ele está internado desde o dia 18 de dezembro com braços e pernas comprometidos pela grave lesão que teve na medula.

A família dele, que é da cidade de Colorado, região norte do estado, aguarda com expectativa um avanço na recuperação do idoso.

O que é a polilaminina

A polilaminina vem sendo estudada há 25 anos pela bióloga Tatiana Sampaio, da UFRJ.

O composto é uma versão recriada em laboratório da laminina, uma proteína encontrada no desenvolvimento embrionário, extraída da placenta, que ajuda os neurônios a se conectarem e tem se mostrado capaz de regenerar lesões na medula espinhal.

O tratamento é injetado direto na área lesada da medula espinhal e tem provocado resultados impressionantes em vários pacientes que já conseguiram autorização da justiça para fazer o tratamento experimental.

A substância está em fase de testes em humanos. Estudos da fase 1 da pesquisa foram autorizados pela Anvisa.

Os primeiros pacientes beneficiados com o tratamento

O 1º paciente a receber a aplicação, Luiz Fernando Mozer, de 37 anos, sofreu lesão medular em um acidente durante uma apresentação de motocross, no Espírito Santo. Menos de 48h após a aplicação, ele passou a relatar sensibilidade nos membros inferiores e conseguiu contrair músculos da coxa e da região anal.

O 2º paciente, de 35 anos, tratado em um hospital do Rio após uma queda de moto, apresentou leve movimento do pé e sensibilidade em partes das pernas. Ambos os procedimentos foram realizados pelo neurocirurgião Bruno Alexandre Côrtes, do Hospital Municipal Souza Aguiar.

O 3º foi Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, diagnosticado com tetraplegia, que voltou a andar.

O 4º foi Diogo Barros Brollo, de 35, que ficou paraplégico no Rio de Janeiro, mexeu o pé depois de usar a polilaminina,

E o 5º foi jovem de 24 anos que sofreu acidente numa cachoeira do Espírito Santo. Ele sofreu fratura na vértebra C7, teve lesão medular completa na altura da C4 e ficou tetraplégico. Mas já voltou a mexer os braços, como mostra um vídeo divulgado pelo médico dele no último dia 24.

Pelo menos 15 pacientes brasileiros já conseguiram na justiça o direito de fazer o tratamento com a substância desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio, em parceira com o laboratório Cristália.

Assista aos vídeos dos 2 pacientes que voltaram a se mexer após o tratamento com a polilaminina:

 

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