Própolis verde pode ter potencial contra Alzheimer, descobre pesquisa da USP

Mais uma descoberta sobre a força desse produto feito pelas abelhas. Um novo estudo da USP mostra que a cera de própolis verde tem potencial para combater o Alzheimer e é encontrada apenas no Brasil.
A pesquisa está sendo desenvolvida por cientistas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto.
A novidade traz novas esperanças para o tratamento de doenças degenerativas cerebrais.
Propriedades da cera própolis
Própolis é uma espécie de resina, uma cera produzida pelas abelhas a partir da coleta de brotos, flores e cascas de plantas, junto com a saliva delas.
As abelhas usam a resina de própolis como um antibiótico natural para proteger a colmeia contra vírus, fungos e bactérias.
E isso serve também para a saúde de seres humanos. Própolis é reconhecida há tempos por suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e cicatrizantes.
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Por que é exclusividade brasileira?
A pesquisa da USP identificou que substâncias existentes na cera de própolis verde podem auxiliar na reconstrução das conexões neurológicas danificadas por doenças degenerativas do cérebro.
Esse tipo de própolis verde é produzido a partir da resina do alecrim-do-campo e tem alta concentração de compostos anti-inflamatórios e antioxidantes.
A pesquisa de doutorado é do farmacêutico Gabriel Rocha Caldas. E ele lembra que trata-se de um recurso prioritariamente nacional porque a própolis verde é uma exclusividade brasileira que pode gerar impactos científico, econômico: ela “pode ser explorada em trabalhos futuros, seja por mim ou por outros grupos de pesquisa interessados no potencial terapêutico da própolis verde”, disse ao Jornal da USP.
Como foi descoberta
Para chegar a essa conclusão, a pesquisa isolou dois compostos específicos encontrados na cera de própolis verde: o artepelin C e a bacarina.
Testes laboratoriais com essas substâncias chegaram à notícia boa. Eles mostraram que própolis verde tem potencial para favorecer as conexões entre neurônios e proteger as células nervosas dos danos causados por doenças como o Alzheimer.
Mas os cientistas lembram que, apesar de promissores, os resultados ainda são iniciais.
Agora eles precisam fazer estudos adicionais em animais e humanos para confirmar a eficácia e segurança da descoberta, por isso ainda não recomendam a aplicação clínica do produto feito pelas abelhas em caso de doenças degenerativas.

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