Exército brasileiro terá primeira mulher general da história; falta Lula aprovar

Ela vai fazer história como a primeira mulher general do Exército, em 377 anos da instituição, e quebrar paradigmas.
A coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho foi indicada à promoção pelo Alto-Comando do Exército, depois de uma votação secreta realizada na quarta-feira (24).
E para que a Cláudia, de 57 anos, chegue lá, a promoção precisará ser confirmada por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Quem é a indicada
Cláudia Lima Gusmão Cacho nasceu no Recife, em Pernambuco. Ela é médica especializada em pediatria e ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996.
Ela começou como oficial temporária, no então 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, que fica em Goiânia, Goiás. De lá para cá construiu uma sólida carreira na área de saúde das Forças Armadas, onde se tornou coronel.
Além de atuar como diretora do Hospital Militar de Área de Campo Grande, ela foi chefe do Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro, e diretora do Hospital de Guarnição de Natal, no Rio Grande do Norte.
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Mãe de família
Além da vida militar, ela é casada e mãe de duas filhas.
A coronel já atuou como diretora do Hospital de Guarnição de Natal e do Hospital Militar da Área de Campo Grande.
Cláudia também chefiou a Divisão de Perícias Médicas da Inspetoria de Saúde no Nordeste e o Escalão de Saúde da 1ª Região Militar.
A nomeação para general
O Exército explicou o que é necessário para chegar ao cargo:
“A promoção ao posto de general de Brigada é resultado de criterioso processo de avaliação conduzido pelo Alto-Comando do Exército. Entre os requisitos estão o tempo de serviço, o mérito profissional, o desempenho em funções de comando e Estado-Maior e a realização dos cursos obrigatórios de altos estudos militares”, afirma a instituição militar.
E Cláudia tem todos esses requisitos.
Um marco na historia da instituição
A promoção dela pode representar um marco em um longo processo de inclusão feminina no serviço militar.
O Exército teve sua fundação simbólica em 19 de abril de 1648, época da Batalha dos Guararapes.
Mas só passou a admitir mulheres em seus quadros complementares de oficiais a partir de 1992, 344 anos depois.
Já o alistamento voluntário feminino para servir como soldado começou apenas no ano passado, 2025, quando a primeira mulher foi nomeada subtenente.
No ano passado, 33.720 mulheres se alistaram em todo o território nacional; dessas, 1.010 começarão a trabalhar no Exército a partir de março deste ano.
Voltando à Cláudia, se ela realmente for confirmada pelo presidente Lula, será a primeira mulher general do Exército a ser responsável pelo comando de grandes unidades, como brigadas e exércitos em todo o Brasil.
A mulher pode estar onde ela quiser!

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