Após três transplantes de medula, menina conhece doador que disse “sim” para ela

Pâmella tinha apenas 2 anos quando foi diagnosticada com leucemia. Hoje, recuperada, ela teve a oportunidade de conhecer o anjo que salvou, quando a garotinha precisou fazer três transplantes de medula. O encontro ocorreu após o cumprimento dos protocolos que permitem a identificação entre doador e paciente.
A compatibilidade repetida chamou atenção. O homem que se cadastrou como voluntário em 2005 e foi chamado em 2022 para doar células compatíveis tem nome e endereço: Wagner, morador de Mariana, em Minas Gerais. Ele confirmou a doação nas três vezes em que foi acionado pelo sistema.
O registro nacional de doadores no Brasil, o Redome, reúne milhões de voluntários, o que amplia as possibilidades de encontrar compatibilidade para quem precisa de um transplante fora do circulo familiar.
O encontro
O encontro entre Pâmella e Wagner foi emocionante e aconteceu depois da liberação oficial para que doador e receptora pudessem se identificar. No Brasil, a legislação determina um prazo mínimo antes que as partes tenham acesso às informações pessoais uma da outra. A medida busca garantir segurança e estabilidade clínica antes do contato direto.
Quando finalmente puderam se ver, Wagner e Pâmella já tinham passado por um processo longo mediado por equipes médicas e pelo registro de doadores. O momento foi organizado dentro das normas que regulam esse tipo de aproximação.
Wagner afirmou que decidiu manter a doação nas três ocasiões em que foi chamado. Segundo ele, o cadastro foi feito há mais de 15 anos, sem expectativa de quando ou para quem seria a ajuda. “Eu apenas confirmei a decisão que já tinha tomado lá atrás”, disse.
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Cadastro no Redome
Wagner realizou o cadastro como doador voluntário de medula óssea em 2005. O procedimento envolve coleta de uma amostra de sangue para identificação genética e inclusão dos dados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea.
Em 2022, ele foi informado sobre a compatibilidade com uma paciente. Após novos exames confirmatórios, foi realizada a primeira doação. Nos dois chamados seguintes, manteve a autorização para o procedimento.
A compatibilidade entre doador e receptor depende de características genéticas específicas. Encontrar um voluntário compatível pode levar tempo, especialmente quando não há familiar apto para a doação.
O tratamento e os três transplantes
Pâmella recebeu o diagnóstico de leucemia ainda na primeira infância. O tratamento inicial incluiu quimioterapia e acompanhamento hospitalar contínuo.
Após a primeira recidiva da doença, em 2022, foi indicado o transplante de medula óssea. Sete meses depois, exames apontaram nova recidiva, o que levou ao segundo transplante, realizado em 2023.
Depois do segundo procedimento, ela desenvolveu aplasia medular, condição em que a medula deixa de produzir células sanguíneas adequadamente. O quadro exigiu um terceiro transplante, novamente com células do mesmo doador.
Hoje, com os procedimentos concluídos e em acompanhamento médico, Pâmella segue em recuperação.
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