Rafaela Silva é ouro Grand Prix da Áustria de judô; da Cidade de Deus para o mundo

É mais que uma vitória. O ouro que Rafaela Silva conquistou no Grand Prix da Áustria de judô é a coroação de uma vida de luta contra o preconceito e a pobreza na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, conde nasceu e foi criada.
A estrela do judô brasileiro de 33 anos, campeã olímpica e bicampeã mundial, é uma mulher negra, lésbica, que foi sofreu racismo nas Olimpíadas de Londres, em 2012, quando foi desclassificada e chamada de “macaca” nas redes sociais.
Ela pensou em desistir do judô mas, com ajuda psicológica, se levantou, superou barreiras, voltou a treinar e, mais uma vez fez história ao ganhar medalha de ouro no Campeonato Mundial de Judô na categoria peso leve e a medalha de prata por equipes.
A disputa foi dura
Rafaela Silva enfileirou quatro rivais europeias, com direito a três vitórias por ippon, o nocaute do judô, e conquistou, neste sábado (7), o ouro no Grand Prix da Áustria, em Linz, na categoria 63kg.
Na decisão na cidade austríaca, a brasileira bateu, por um yuko, a kosovar Laura Fazliu, que foi medalhista olímpica de bronze em Paris 2024. Antes, Rafaela tinha superado Raffaella Ciano (ITA), Yoana Manova (BUL) e Laura Fernandez (ESP).
“Estou muito feliz com meu desempenho. É muito importante eu me firmar no top 10 do ranking mundial, para me aproximar da vaga olímpica e ser cabeça de chave no Mundial”, disse Rafa, já falando da próxima competição, em outubro, no Azerbaijão.
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Brasileiro foi bronze
Daniel Cargnin garantiu o bronze. Medalhista olímpico e atual vice-campeão mundial, ele derrotou o também brasileiro Guilherme de Oliveira e foi ao pódio na categoria 73kg.
No primeiro dia de disputa na Áustria, na última sexta-feira, a seleção brasileira também conseguiu duas medalhas.
Ronald Lima foi prata no 66kg, e Gabriela Conceição levou o bronze no 48kg.

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