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Pílula contra psoríase é aprovada pela Johnson & Johnson, chega de injeção

Rinaldo de Oliveira
22 / 03 / 2026 às 08 : 55
A pílula contra psoríase da Johnson & Johnson foi testada em 2.500 pacientes com estágio leve e moderado da doença. - Foto: Pixabay
A pílula contra psoríase da Johnson & Johnson foi testada em 2.500 pacientes com estágio leve e moderado da doença. - Foto: Pixabay

A Johnson & Johnson anunciou a aprovação, pela Food and Drug Administration, de um novo medicamento oral para o tratamento da psoríase em placas moderada a grave. O remédio, chamado ICOTYDE, poderá ser utilizado por adultos e adolescentes a partir de 12 anos, desde que atendam aos critérios clínicos.

A nova opção terapêutica é indicada para pacientes que precisam de tratamento sistêmico ou fototerapia. Diferente de algumas abordagens atuais, o ICOTYDE é administrado em forma de comprimido, com dose diária, o que altera a forma de uso em comparação com terapias injetáveis.

O medicamento atua bloqueando o receptor da interleucina-23, um dos alvos associados à inflamação da doença. A proposta de uso oral, segundo a empresa, amplia as alternativas disponíveis e simplifica a rotina de tratamento em determinados casos.

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Como funciona o novo medicamento

O ICOTYDE é descrito como um antagonista do receptor de IL-23, um mecanismo já explorado em terapias para psoríase, mas, neste caso, aplicado em formato oral. A substância foi desenvolvida para agir diretamente na via inflamatória ligada ao desenvolvimento das lesões na pele.

Segundo a Johnson & Johnson, trata-se do primeiro peptídeo oral direcionado com esse tipo de atuação. A proposta é oferecer um tratamento com a mesma lógica biológica de medicamentos injetáveis, mas com administração mais simples.

A recomendação é que o comprimido seja ingerido uma vez ao dia, com água, ao acordar, 30 minutos antes da primeira refeição.

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Resultados dos estudos clínicos

A aprovação do medicamento foi baseada no programa clínico ICONIC, que reuniu quatro estudos de Fase 3 com aproximadamente 2.500 pacientes. Os testes incluíram adultos e adolescentes, além de diferentes manifestações da doença, como psoríase no couro cabeludo e na região genital.

De acordo com os dados divulgados, aproximadamente 70% dos pacientes apresentaram pele limpa ou quase limpa após 16 semanas de tratamento. Além disso, 55% alcançaram resposta PASI 90, um índice que indica redução significativa das lesões.

Os estudos também compararam o ICOTYDE com placebo e com outros tratamentos já utilizados, como deucravacitinibe e ustekinumabe, para avaliar eficácia e segurança em diferentes cenários clínicos.

Segurança e efeitos observados

Em relação à segurança, as taxas de reações adversas foram semelhantes às observadas com placebo até a semana 16, com diferença de aproximadamente 1,1%. Segundo a empresa, não foram identificados novos sinais de risco ao longo de um ano de acompanhamento.

Esses dados são considerados parte do conjunto de evidências necessário para aprovação regulatória, especialmente em tratamentos de uso contínuo, como ocorre na psoríase.

A avaliação de segurança incluiu diferentes perfis de pacientes, o que contribui para entender o comportamento do medicamento em situações variadas.

O que é a psoríase

A psoríase é uma condição crônica que afeta mais de 8 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Estima-se que um quarto desses casos sejam classificados como moderados a graves, com necessidade de tratamento mais intensivo.

A doença está associada a processos inflamatórios e pode afetar diferentes áreas do corpo, com impacto variável na qualidade de vida. Por isso, o desenvolvimento de novas opções terapêuticas costuma focar tanto na eficácia quanto na facilidade de uso.

Nesse cenário, a possibilidade de um tratamento oral com mecanismo já conhecido amplia o conjunto de alternativas disponíveis para médicos e pacientes.

Próximos passos e novas pesquisas

A Johnson & Johnson informou que segue investigando o uso do ICOTYDE em outras condições inflamatórias. Entre os estudos em andamento estão aplicações para artrite psoriática ativa, colite ulcerativa e doença de Crohn.

O medicamento foi desenvolvido em parceria com a Protagonist Therapeutics, que participou da descoberta da molécula. A Johnson & Johnson detém os direitos exclusivos de desenvolvimento e comercialização em nível global.

A ampliação das indicações dependerá dos resultados desses estudos e de futuras avaliações regulatórias.

A pílula contra psoríase da Johnson & Johnson foi testada em 2.500 pacientes com estágio leve e moderado da doença. - Foto: Pixabay
A pílula contra psoríase da Johnson & Johnson foi testada em 2.500 pacientes com estágio leve e moderado da doença. – Foto: Pixabay
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