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Brasileira de comunidade é aprovada em Stanford e outras 4 universidades

Monique de Carvalho
13 / 05 / 2026 às 11 : 19
A jovem, que é moradora de uma comunidade no RJ e estudou em escola pública, passou na universidade de Stanford, uma das mais reconhecidas dos Estados Unidos. - Foto: arquivo pessoal
A jovem, que é moradora de uma comunidade no RJ e estudou em escola pública, passou na universidade de Stanford, uma das mais reconhecidas dos Estados Unidos. - Foto: arquivo pessoal

Aos 18 anos, a estudante Isabelle Lemos, moradora da comunidade Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, se prepara para começar uma nova etapa acadêmica fora do Brasil. Em setembro, ela inicia o curso de Aeronáutica e Astronáutica na Stanford University.

Considerada uma das universidades mais concorridas do mundo, Stanford recebe mais de 55 mil candidaturas por ano e seleciona menos de 4% dos estudantes inscritos. Além da aprovação na instituição, Isabelle também conquistou vagas em outras quatro universidades americanas: University of Rochester, Wesleyan University, University of Notre Dame e Dartmouth College.

Ex-aluna da rede pública e filha de mãe solo, Isabelle construiu a preparação acadêmica com apoio de programas educacionais, participação em olimpíadas científicas e uma rotina intensa de estudos. O interesse principal da jovem está nas áreas de engenharia espacial e sistemas orbitais.

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Estudos entre escola pública e particular

A mudança na rotina escolar começou durante a pandemia, quando Isabelle entrou para o Ismart, instituto que apoia estudantes de baixa renda com bolsas e acompanhamento acadêmico.

Com a bolsa, ela passou a frequentar o Colégio pH no turno da tarde, enquanto continuava estudando na escola municipal pela manhã. A rotina incluía dois ambientes escolares diferentes e uma adaptação constante aos novos desafios.

“Estar no projeto transformou minha vida em 100%. Eu era uma aluna de escola pública que sempre se destacou muito ali dentro, mas que estava restrita àquele ambiente. Quando eu entrei no Ismart, meu mundo girou”, contou.

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Preparação para universidades americanas

Durante o ensino médio, Isabelle também participou do Prep Program, iniciativa da Fundação Estudar voltada para estudantes interessados em universidades no exterior.

A preparação envolveu olimpíadas científicas, atividades extracurriculares e acompanhamento dos processos seletivos internacionais, que costumam exigir provas, redações, entrevistas e projetos acadêmicos.

“Durante essa jornada, recebi toda a orientação e suporte que precisava, na organização, na busca por oportunidades, no acompanhamento mental e físico”, afirmou a estudante.

Interesse pela astronomia surgiu cedo

O gosto pela ciência apareceu ainda na infância. Isabelle lembra que uma tia costumava levá-la a bibliotecas e livrarias e incentivava a leitura de livros sobre astronomia.

“Ela comprava vários livros para mim, inclusive de astronomia, e esse foi meu primeiro contato com a área que eu posteriormente seguiria”, relembrou.

A ideia de trabalhar com engenharia surgiu aos 12 anos. Desde então, Isabelle passou a direcionar os estudos para áreas ligadas à matemática, física e tecnologia.

Planos depois da faculdade

Mesmo com a mudança para os Estados Unidos, Isabelle diz que pretende manter conexão com a comunidade onde cresceu e participar de iniciativas ligadas à educação.

Para Mariana Rego Monteiro, a trajetória da estudante também mostra o impacto do acesso a oportunidades educacionais.

“Quando a Isabelle diz que quer voltar para impactar sua comunidade, ela resume tudo o que acreditamos. Não formamos jovens para sair do lugar onde nasceram. Formamos líderes que carregam esse lugar com orgulho para onde forem”, afirmou.

Ao falar sobre o período no instituto, Isabelle resumiu a experiência como uma ampliação de horizontes.

“O Ismart é a chavinha que eu precisava colocar na porta e girar para poder abrir um mundo novo, conhecer uma nova realidade e expandir tudo o que eu pensava de carreira e de futuro”, disse.

Estudante em frente ao campus da Universidade de Stanford onde cursará Aeronáutica e Astronáutica - Foto: Arquivo pessoal
Estudante em frente ao campus da Universidade de Stanford onde cursará Aeronáutica e Astronáutica – Foto: Arquivo pessoal
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