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Brasileiro superdotado de 12 anos entra na faculdade e começa a estudar

Monique de Carvalho
15 / 05 / 2026 às 11 : 34
Pedro é um pequeno brasileiro superdotado que acaba de entrar para a universidade - Foto: arquivo pessoal
Pedro é um pequeno brasileiro superdotado que acaba de entrar para a universidade - Foto: arquivo pessoal

Com apenas 12 anos, Pedro Eduardo Cuba já começou a viver uma rotina pouco comum para alguém da idade dele: participar de aulas em uma faculdade. O menino superdotado foi aprovado com nota máxima no vestibular de Biomedicina do Centro Universitário Uniftec, em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, e nesta semana acompanhou a primeira aula como aluno ouvinte.

Pedro ficou conhecido nacionalmente após participar do quadro “Pequenos Gênios”, no programa Domingão com Huck. Desde pequeno, ele foi identificado com superdotação e acabou avançando algumas etapas na escola. Até agora, já pulou duas séries do ensino fundamental.

Mesmo começando a conhecer o universo da faculdade, a rotina escolar continua normalmente. Pedro segue estudando no colégio enquanto participa das aulas da universidade e pensa nos próximos passos para realizar o sonho de trabalhar na área da saúde.

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Primeira experiência na faculdade

A estreia de Pedro aconteceu na disciplina de Psicologia em Saúde. A universidade informou que esta é a primeira vez, em 35 anos, que recebe um aluno tão jovem acompanhando atividades acadêmicas.

Por enquanto, ele participa das aulas como aluno ouvinte, acompanhando os conteúdos e a dinâmica da turma. Segundo a instituição, existe a possibilidade de validar esses conhecimentos futuramente.

Pedro conta que aprender coisas novas sempre foi uma das partes favoritas da rotina dele. “Todo novo conhecimento é uma coisa que me deixa feliz. Essa questão de estar cursando uma cadeira na faculdade faz brilhar meus olhos. É incrível”, disse.

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Avanço nos estudos começou cedo

O interesse pelos estudos apareceu ainda na infância. Pedro avançou duas séries, passando direto pelo 4º e pelo 8º ano do ensino fundamental.

Mesmo com a facilidade para aprender, a escola explica que o acompanhamento vai além do desempenho nas matérias. A atenção ao lado emocional e social também faz parte da rotina.

Segundo o coordenador pedagógico do Colégio Madre Imilda, onde Pedro estuda, esse cuidado é importante para manter o desenvolvimento equilibrado.

“Não é apenas uma avaliação cognitiva. A escola precisa cuidar da dimensão emocional e socioafetiva desse aluno”, explicou.

Sonho já tem endereço

Apesar da pouca idade, Pedro já fala com tranquilidade sobre o que pretende fazer no futuro. O objetivo dele é seguir carreira na medicina, mais especificamente na neurocirurgia.

“Quero ser neurocirurgião. É o meu grande sonho poder auxiliar as pessoas operando o cérebro delas”, contou.

Enquanto isso, ele vai dividindo o tempo entre a escola, as novas experiências na faculdade e a curiosidade típica de quem gosta de descobrir assuntos diferentes. A rotina ainda é recente, mas já trouxe para o dia a dia dele um ambiente normalmente frequentado por estudantes bem mais velhos.

Professor vê troca dentro da sala

A presença de Pedro também chamou atenção dos professores e colegas da turma. Para o professor William Fiusa, responsável pela disciplina, a convivência pode trazer reflexões interessantes para todos os alunos.

“A gente fala muito sobre empatia e lidar com as diferenças, então acho que vamos poder vivenciar um pouquinho do que a gente estuda na teoria”, afirmou.

A expectativa da universidade é que Pedro continue acompanhando as aulas e conhecendo, aos poucos, o funcionamento da vida acadêmica.

Pedro e os pais - Foto: arquivo pessoais
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Pedro entrou para a Mensa Brasil pelo QI elevado - Foto: arquivo pessoal
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