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SUS inclui teste mais preciso para rastrear câncer de intestino antes dos sintomas; veja quem pode fazer

Rinaldo de Oliveira
10 / 08 / 2026 às 12 : 25
O novo teste FIT no SUS poderá identificar sinais de câncer colorretal antes dos sintomas em homens e mulheres de 50 a 75 anos. - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O novo teste FIT no SUS poderá identificar sinais de câncer colorretal antes dos sintomas em homens e mulheres de 50 a 75 anos. - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O SUS agora terá oficialmente o teste FIT para rastrear câncer de intestino antes do aparecimento de sintomas. O Ministério da Saúde incluiu nesta segunda-feira, 10 de agosto de 2026, o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) na tabela do Sistema Único de Saúde.

O exame será destinado a homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas e deverá ser realizado a cada dois anos. A medida entra em vigor com a publicação no Diário Oficial da União, e o novo procedimento começará a ser registrado nos sistemas do SUS a partir de setembro. O protocolo nacional havia sido anunciado pelo Ministério da Saúde em 21 de maio.

A portaria estabelece que o exame será destinado exclusivamente ao “rastreamento bienal de pessoas assintomáticas”. Isso significa que o teste é voltado à prevenção e à descoberta precoce de possíveis alterações, e não à investigação de pessoas que já apresentam sintomas.

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Como funciona o teste FIT

O Teste Imunoquímico Fecal, conhecido pela sigla FIT, é um exame de fezes capaz de identificar quantidades muito pequenas de sangue que não podem ser vistas a olho nu.

A presença desse sangue pode estar relacionada a pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal. O resultado positivo, porém, não significa automaticamente que a pessoa tenha câncer. Nesse caso, são necessários exames complementares para descobrir a causa do sangramento.

A tecnologia utiliza anticorpos específicos para detectar sangue humano nas fezes, o que aumenta a precisão em comparação com métodos mais antigos de pesquisa de sangue oculto. Segundo o Ministério da Saúde, o FIT apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

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Coleta pode ser feita em casa

Outra vantagem é a simplicidade. O paciente recebe um kit e retira uma pequena amostra das fezes com uma haste própria. O material é colocado em um tubo coletor e depois encaminhado para análise em laboratório.

O FIT não exige preparo intestinal, não obriga o paciente a fazer dieta restritiva antes da coleta e pode ser realizado com uma única amostra. Também é menos invasivo do que outros métodos usados na investigação do intestino.

Se o teste identificar sangue oculto, o paciente será encaminhado para investigação complementar. Entre os exames utilizados está a colonoscopia, que permite visualizar diretamente o cólon e o reto e também retirar pólipos que, em alguns casos, poderiam evoluir para câncer.

Mais de 40 milhões poderão ter acesso

A ampliação do rastreamento pode beneficiar mais de 40 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde.

O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, está entre os tumores mais frequentes no país. Sem considerar os cânceres de pele não melanoma, é o segundo tipo mais frequente no Brasil. O INCA estima 53,8 mil novos casos da doença por ano no triênio de 2026 a 2028.

A descoberta precoce faz diferença porque o câncer de intestino é tratável e, na maioria dos casos, pode ser curado quando identificado nos estágios iniciais, antes de se espalhar para outros órgãos.

Quem poderá fazer o teste FIT pelo SUS

O novo protocolo é voltado ao rastreamento de:

  • homens e mulheres;
  • de 50 a 75 anos;
  • sem sintomas;

A realização do teste é a cada dois anos

Pessoas que apresentam sintomas, como sangue visível nas fezes, alteração persistente do funcionamento do intestino, dor abdominal, perda de peso sem explicação ou anemia, precisam de avaliação médica e investigação diagnóstica, e não devem depender apenas do rastreamento de rotina.

O Ministério da Saúde explica que rastreamento e diagnóstico precoce são situações diferentes. O rastreamento é realizado em pessoas sem sintomas dentro de grupos definidos pelos protocolos. Já quem apresenta sinais suspeitos precisa ser investigado pelos serviços de saúde.

O novo teste FIT no SUS poderá identificar sinais de câncer colorretal antes dos sintomas em homens e mulheres de 50 a 75 anos. - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O novo teste FIT no SUS poderá identificar sinais de câncer de intestino antes dos sintomas em homens e mulheres de 50 a 75 anos. – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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