Após 55 anos e teste de DNA, homem que viveu em orfanato descobre o pai e conhece 60 parentes

Um homem que passou toda a infância e adolescência em um orfanato fez um teste de DNA, descobriu o pai biológico aos 55 anos e agora ganhou uma família enorme. Joshua Schneeloch conheceu mais de 60 parentes durante uma reunião familiar realizada no último dia 1º de agosto, em Jefferson, no Texas, Estados Unidos.
Joshua cresceu em um orfanato católico na Alemanha, onde permaneceu lá durante 19 anos e nunca foi adotado. Enquanto via outras crianças partirem com famílias, ele se perguntava “por que ninguém aparecia para buscá-lo?”. E contou que rezava todo dia, desde criança, para encontrar a família biológica.
“Quando você vê outras crianças sendo buscadas pelos pais, começa a perceber: ‘Ei, por que ninguém está vindo me buscar?’”, contou Joshua à emissora norte-americana KLTV.
A oração que fez durante anos
Joshua conta que, ainda menino, segurava o rosário e fazia repetidamente um pedido. “Por favor. Um dia eu quero conhecer meu pai.”
Décadas se passaram até que ele deixou o orfanato, se casou e a esposa dele, Nicole Pavelka, decidiu ajudá-lo na busca. Ela deu a Joshua um kit de teste de ancestralidade por DNA.
Com a ajuda de uma profissional de genealogia, apareceram primeiro alguns parentes distantes. Até que veio a notícia que ele esperava havia tantos anos: havia fortes indícios sobre quem seria o pai dele. O homem era Arthur Colbert, um ex-militar norte-americano que havia servido na Europa no fim dos anos 1960.
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DNA confirmou
Joshua entrou em contato com Arthur e, depois, os dois fizeram o exame. O resultado praticamente eliminou qualquer dúvida: 99,99% de probabilidade de paternidade.
A confirmação aconteceu em abril de 2024, quando Joshua tinha 55 anos.
No primeiro encontro, pai e filho choraram. E Joshua colocou no pescoço do Arthur o mesmo rosário que havia usado durante anos para rezar e pedir que um dia encontrasse o pai.
Mais de 60 parentes
Arthur contou que esteve na Alemanha em 1969 e 1970, inclusive na região de Kaiserslautern. Ele disse que nunca soube que havia deixado um filho no país, quando retornou aos Estados Unidos.
E a história ganhou um novo capítulo neste mês. No sábado, 1º de agosto de 2026, Joshua chegou ao encontro da família Colbert, em Jefferson, no Texas, acompanhado do pai.
Do outro lado estavam mais de 60 parentes esperando para conhecê-lo e recebê-lo com carinho. “Estou emocionado com a forma como eles me receberam”, disse.
Medo da rejeição
Joshua contou que um dos maiores medos de uma criança que cresce em um orfanato é a rejeição: não saber por que não foi escolhida ou se existe alguém que a ama.
Décadas depois, cercado pelo pai e por dezenas de novos parentes, ele encontrou a resposta: “Esse é o maior presente que você pode receber: ser amado.”
E existe ainda uma coincidência impressionante nessa história. Mesmo sem se conhecerem durante 55 anos, pai e filho acabaram seguindo a mesma profissão: os dois trabalharam com seguros.
Joshua agora prepara um livro para contar a trajetória dele, da infância no orfanato até a descoberta da família.
Daria um bom roteiro para filme de Hollywood.

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