EUA aprovam novo remédio para Parkinson que age de forma diferente no cérebro

Esperança para pacientes: um novo remédio contra o Parkinson acaba de ser aprovado nos Estados Unidos. A FDA, agência reguladora de medicamentos do país, autorizou o uso do tavapadon para adultos com a doença. O medicamento, que será vendido com o nome Juvmo, é produzido pela AbbVie e deve chegar às farmácias norte-americanas agora em outubro.
A novidade está na forma como o remédio age no cérebro. O tavapadon é o primeiro agonista aprovado que atua seletivamente nos receptores D1 e D5 da dopamina, enquanto outros medicamentos semelhantes usados atualmente atuam principalmente nos receptores D2 e D3.
O comprimido é tomado uma vez ao dia e pode ser usado sozinho ou junto com a levodopa, um dos principais medicamentos contra o Parkinson. Ainda não há previsão de o medicamento chegar ao Brasil.
Melhora nos movimentos
A nova medicação não cura nem interrompe comprovadamente a progressão do Parkinson. O benefício demonstrado até agora é o controle dos sintomas motores.
Outro dado chamou a atenção dos pesquisadores. Depois de 85 semanas de acompanhamento, 93% dos participantes que usavam tavapadon junto com levodopa não precisaram aumentar a dose da levodopa.
Entre os pacientes em fases iniciais da doença que ainda não usavam levodopa, 94% continuaram sem precisar iniciar o medicamento durante esse período.
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Efeitos adversos
A dopamina é uma substância produzida pelo cérebro e fundamental para o controle dos movimentos. No Parkinson, as células responsáveis pela produção de dopamina são perdidas progressivamente. Por isso, surgem sintomas como tremores, rigidez muscular, lentidão dos movimentos e dificuldade de equilíbrio.
A aprovação do tavapadon foi baseada em estudos de fase 3 do programa TEMPO. Em um deles, pacientes que receberam o medicamento apresentaram melhora significativa em atividades do dia a dia e nos movimentos, em comparação com aqueles que receberam placebo.
Entre pacientes que já usavam levodopa e tinham períodos de piora dos sintomas, a combinação com o tavapadon também aumentou em 1,7 hora por dia o período em que os movimentos permaneceram bem controlados, sem movimentos involuntários incômodos. No grupo placebo, o aumento foi de 0,6 hora.
Parkinson atinge milhões de pessoas
Mais de 11 milhões de pessoas vivem com Parkinson no mundo, segundo dados citados pela AbbVie.
A doença é progressiva e não tem cura atualmente, mas os tratamentos conseguem aliviar os sintomas e ajudar os pacientes a manter a autonomia por mais tempo.
No Brasil, ainda não há aprovação do tavapadon pela Anvisa nem previsão divulgada de quando o medicamento poderá chegar ao país.

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