Caneta emagrecedora ganha versão em pílulas: Anvisa aprova primeiro GLP-1 oral para obesidade

A caneta emagrecedora agora ganhou uma versão em pílulas no Brasil! A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (4), o primeiro medicamento oral da classe GLP-1 para o tratamento da obesidade. A novidade é o Wegovy em comprimidos, que utiliza a semaglutida, mesmo princípio ativo da versão injetável.
O novo medicamento é indicado para adultos com obesidade ou sobrepeso associado a problemas de saúde relacionados ao excesso de peso. Diferentemente da caneta, aplicada uma vez por semana, a versão oral deverá ser tomada diariamente. A aprovação amplia as alternativas de tratamento para pacientes que precisam de acompanhamento médico.
A decisão foi baseada em um estudo clínico que acompanhou pacientes durante 64 semanas. Os participantes que receberam a semaglutida oral apresentaram perda média de peso superior a 13%, além de melhorias em indicadores de saúde cardiometabólica. Apesar da aprovação, o medicamento ainda não tem data confirmada para chegar às farmácias brasileiras, de acordo com a Agência Brasil.
Como funciona a caneta emagrecedora em pílulas?
O Wegovy oral contém semaglutida, substância que imita a ação do hormônio GLP-1, envolvido na regulação do apetite e da ingestão de alimentos. O medicamento ajuda a aumentar a sensação de saciedade e a reduzir o consumo alimentar.
A principal diferença está na forma de administração. Enquanto a versão injetável é aplicada semanalmente, o comprimido deverá ser ingerido uma vez ao dia, em jejum, com uma pequena quantidade de água.
Após tomar o medicamento, o paciente deverá esperar pelo menos 30 minutos antes de consumir alimentos, bebidas ou outros medicamentos por via oral. A orientação faz parte das condições de uso aprovadas pela Anvisa.
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Estudo mostrou perda média de mais de 13% do peso
A aprovação teve como base o estudo clínico de fase 3 OASIS 4, que avaliou a eficácia da semaglutida oral em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a outras condições de saúde.
Durante as 64 semanas de acompanhamento, os participantes que utilizaram a dose de 25 mg apresentaram perda média de peso superior a 13%. O resultado foi significativamente maior do que o observado entre aqueles que receberam placebo.
Os pesquisadores também identificaram melhorias em diferentes indicadores de saúde cardiometabólica. Os resultados, porém, representam médias observadas no estudo e não significam que todos os pacientes terão a mesma perda de peso.
Quem poderá tomar o novo GLP-1 oral?
O medicamento foi aprovado para adultos com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m², classificação utilizada para obesidade.
Pessoas com IMC a partir de 27 kg/m² e inferior a 30 kg/m² também poderão receber a indicação, desde que apresentem pelo menos uma condição de saúde relacionada ao excesso de peso.
O tratamento deverá ser associado a uma alimentação com redução de calorias e à prática de atividade física. A prescrição e o acompanhamento médico são necessários para avaliar a indicação e os riscos individuais.
Qual será a dosagem do Wegovy em comprimidos?
A nova apresentação prevê um aumento gradual da dose ao longo do tratamento. O esquema começa com 1,5 mg por dia e avança para 4 mg e 9 mg.
A dose diária de manutenção recomendada é de 25 mg, conforme as condições aprovadas pela Anvisa. O escalonamento é importante para a adaptação ao medicamento e deve seguir a orientação médica.
A agência também autorizou a possibilidade de transição entre as apresentações oral e injetável, quando clinicamente apropriado. A mudança não deve ser realizada por conta própria, já que as formulações possuem esquemas de administração diferentes.
Quando o Wegovy em pílulas chega ao Brasil?
A aprovação do registro pela Anvisa é um passo importante para a disponibilização do novo medicamento, mas não significa que ele já esteja à venda nas farmácias.
A fabricante Novo Nordisk informou que espera disponibilizar o Wegovy em comprimidos no mercado brasileiro nos próximos trimestres. Até o momento, não foi anunciada uma data específica para o início das vendas nem o preço do tratamento.
A notícia boa é que a nova apresentação amplia as possibilidades terapêuticas para o tratamento da obesidade, uma doença crônica associada a problemas como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

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