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Baleia-azul: fóssil de 2 mil anos, encontrado em SP, pode evitar extinção

Rinaldo de Oliveira
16 / 03 / 2013 às 00 : 00
baleia_osso|baleia_azul
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Foto: G1
Um crânio fossilizado de uma baleia-azul, com quase 2 mil anos, poderá ajudar a evitar a extinção desta espécie ameaçada.
Os vestígios foram descobertos m Iguape, no litoral de São Paulo e agora serão alvo de um estudo científico para compreender qual a evolução da espécie e de que forma se pode impedir o seu desaparecimento.

Foram encontrados vestígios de bula timpânica, uma porção do ouvido interno dos mamíferos que contém terminais nervosos responsáveis pela audição, e de ossos da coluna vertebral, que poderão ajudar os pesquisadores a caracterizar melhor esta espécie e as suas principais ameaças.Francisco Buchmann, coordenador do Laboratório de Estratigrafia e Paleontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), disse que a descoberta é importante para a proteção de uma espécie que se reproduz, em média, de 20 em 20 anos e que tem apenas entre 100 e 200 espécimes em todo o mundo.

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“Normalmente, diz-se que a população de baleias-azul está em crescimento, mas com esta descoberta vai ser possível provar com certeza que sim, ou que não”, explicou o professor no site oficial da Unesp.
Duas amostras extraídas do fóssil foram enviadas para o laboratório norte-americano Beta Analytic, o maior especialista do mundo em datação por meio do carbono 14, para confirmar a idade dos vestígios.
Segundo Francisco Buchmann, a princípio, a equipe julgou que o fóssil teria seis mil anos, tendo em conta a “grande variação do nível do mar” na zona onde foi encontrado.
Análises posteriores deram conga que, na verdade, a fossilização do esqueleto tinha ocorrido há cerca de 2 mil anos atrás, “em virtude de um grande evento natural, como por exemplo um tempestade”.
A baleia-azul teria encalhado numa praia antiga e, com o passar do tempo, ficou soterrada pelas areias, dando “início ao processo de fossilização em ambiente saturado de água doce”.
Com a variação da linha da costa e a erosão costeira, o crânio ficou exposto na praia do Leste de Iguape, em São Paulo.
Com informações do G1.
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