Cegonha branca rara, desaparecida há 600 anos é avistada na natureza

Uma cegonha branca, espécie que não era vista em estado selvagem no Reino Unido havia aproximadamente 600 anos, foi registrada recentemente no País de Gales. O animal foi fotografado próximo a uma estrada movimentada, chamando a atenção de observadores de aves e especialistas.
O registro aconteceu na região de Oswestry, na divisa entre a Inglaterra e o País de Gales, e foi feito pelo fotógrafo de vida selvagem Andrew Fusek-Peters. A ave se alimentava tranquilamente no local, comportamento considerado incomum para a época do ano.
O avistamento ganha relevância porque a espécie, que havia desaparecido do campo britânico desde a Idade Média, começou a ser reintroduzida apenas em 2020, como parte de um amplo projeto de recuperação ambiental.
Não avistada desde a Idade Média
A cegonha branca foi comum na Inglaterra e no País de Gales até o século XV. Registros históricos indicam que a última nidificação conhecida no Reino Unido ocorreu em 1416, na Catedral de St Giles, em Edimburgo.
Ao longo dos séculos, a espécie desapareceu do território britânico, principalmente por mudanças no uso da terra e perda de habitat. Desde então, as cegonhas passaram a ser vistas apenas em histórias, registros históricos e referências culturais.
Para os pesquisadores, esse reaparecimento da ave na natureza é um momento relevante para que eles acompanhem o retorno gradual da espécie.
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O registro
A ave foi fotografada enquanto se alimentava de larvas ao lado de uma rodovia, algo que chamou a atenção pela tranquilidade do animal em um ambiente urbano. Segundo Andrew Fusek-Peters, a cegonha não apresentava anilha na perna, o que levanta a possibilidade de ser um exemplar nascido em ambiente natural.
“É uma cegonha branca. Por 600 anos não tivemos cegonhas aqui. Elas foram reintroduzidas em 2020 e, nesta época do ano, deveriam estar na África”, afirmou o fotógrafo ao SWNS.
A ausência da identificação também reforça a hipótese de que o animal não faz parte de programas de monitoramento direto, o que aumenta o interesse científico pelo caso.
Um possível filhote
Especialistas avaliam que a ave registrada seja jovem. Uma das teorias é que descendentes das cegonhas que se reproduziram no sul da Inglaterra tenham se deslocado para outras regiões.
Andrew explica que o comportamento e a aparência do animal indicam que ele pode ser um dos primeiros exemplares nascidos em liberdade no território britânico após séculos de ausência. “Ele não tinha anilha. Isso sugere que pode ter nascido na natureza”, disse.
O fato de o animal permanecer na região durante o inverno também é considerado incomum, já que a espécie costuma migrar para áreas mais quentes da África nesse período.
Reintrodução e projetos de conservação
O retorno das cegonhas brancas ao Reino Unido começou em 2020, por meio de um projeto de reintrodução realizado na propriedade Knepp Estate, em Horsham, no sul da Inglaterra. A iniciativa envolve proprietários rurais e organizações de conservação.
O chamado White Stork Project tem como objetivo estabelecer uma população sustentável da espécie, com a meta de alcançar pelo menos 250 cegonhas até 2030.
O recente avistamento reforça os primeiros resultados do programa e indica que a espécie pode voltar a fazer parte da paisagem britânica, agora com apoio científico e ambiental.
Símbolo histórico
Além do valor ambiental, a cegonha branca tem forte presença na história e no folclore europeu. Na Idade Média, era comum vê-la associada a banquetes e tradições populares.
A ave também ficou conhecida em histórias que a relacionam ao nascimento de crianças, imagem que atravessou séculos e se manteve no imaginário coletivo.
Agora, longe das lendas e mais próxima da realidade científica, a cegonha branca volta a ser observada no campo, oferecendo um exemplo concreto de como projetos de rewilding podem resgatar espécies perdidas do cotidiano.

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