Ave considerada extinta é reencontrada por cientistas no Brasil

O uiraçu (Morphnus guianensis), uma das aves de rapina mais raras do país e parente próximo da harpia, era considerada extinta, mas foi reencontrada e teve a aparição registrada no Paraná, após quase seis décadas sem ser vista na natureza.
A espécie ressurgiu em imagens feitas por armadilhas fotográficas do Projeto Onças do Iguaçu, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, no oeste paranaense. O registro mais recente aconteceu em julho deste ano, surpreendeu pesquisadores, mas a notícia boa só foi divulgada agora.
Animados, os ativistas continuam as pesquisas e buscas por mais aves da mesma espécie. A descoberta é uma conquista importante para a nossa biodiversidade!
Um gigante das Américas
O uiraçu é a segunda maior águia do país e vive em diferentes regiões das Américas. Apesar da força e tamanho, enfrenta graves ameaças devido ao desmatamento e à fragmentação dos habitats.
Na Mata Atlântica, a ave chegou a ser listada como extinta no Paraná. O último registro antes de ser vista este ano, havia sido feito em 1964, no município de Missal. Desde então, passaram-se 58 anos até que, em 25 de dezembro de 2022, fosse novamente avistado.
Agora, em julho de 2025, a ave foi flagrada outra vez, desta vez no chão, provavelmente se alimentando. Para especialistas, esse é um registro histórico e extremamente raro.
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Importância da descoberta
De acordo com a bióloga Tânia Margarete Sanaiotti, pesquisadora do Projeto Harpia, a presença do uiraçu reforça a necessidade de preservar a conexão entre florestas brasileiras e argentinas. A espécie foi vista pela última vez em Misiones, na Argentina, em 1999, e também já teve registros no Parque Estadual do Turvo, no Rio Grande do Sul.
“Essa é a segunda maior águia do Brasil. O registro de um adulto no chão, provavelmente sobre uma presa, é fantástico”, afirmou a pesquisadora ao G1.
Para ela, o fato de o animal estar no Parque Nacional do Iguaçu indica que o local ainda mantém alta qualidade ambiental, funcionando como refúgio essencial para a sobrevivência da espécie.
Símbolo de resistência
Segundo o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada do Paraná, existem apenas três registros históricos e um contemporâneo da espécie no estado. Isso reforça o quanto a descoberta é rara e valiosa.
Além de confirmar que a região segue sendo um abrigo natural, o avistamento da ave também ajuda a compreender melhor as relações entre predadores e presas, colaborando com estratégias de conservação.

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