Paraíba: terra de beleza e cultura preservada

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Neste inicio de ano tive a oportunidade de conhecer a Paraíba.
Fui a João Pessoa, Areia, cidade serrana , passei por Campina Grande e cheguei a Santa Luzia, onde visitei o quilombo do Talhado.
Saí de Brasília sem a minima idéia do que esperava encontrar, quero dizer, num misto sincero de ignorância e curiosidade
a respeito da rica cultura paraibana.
O que encontrei foi uma capital extremamente rica, acolhedora e com seu patrimônio histórico muito bem conservado.
Ouso dizer que, ao lado de Olinda, João Pessoa e região, tenham o patrimônio histórico mais bem conservado do Brasil.
João Pessoa é uma cidade colonial das mais antigas do nordeste Brasileiro, é a terceira capital de estado mais velha do Brasil.
O charme de seus casarões centenários são um atrativo a mais para quem visita o seu centro histórico.
Na capital paraibana tive a oportunidade de conhecer in loco a cultura popular, fui ao Museu Casa do Artista Popular,
a Associação Cultural Balaio Nordestino, que tem um trabalho belíssimo na preservação da cultura popular paraibana,
com ênfase nos ritmos musicais nordestinos como o forró,e que montaram inclusive uma orquestra de sanfonas.
Porém, o que mais me impressionou, foi o trabalho da equipe mantenedora do Centro Cultural São Francisco, no centro histórico,
que junto ao complexo arquitetônico do Convento de São Francisco, é a construção mais antiga da capital paraibana.
Como cientista social, pós-graduado em história e cultura no Brasil, fiquei literalmente como um “pinto no lixo”, e quero
dividir com vocês um pouco deste conhecimento apreendido por lá.
Imponente, no meio da região mais antiga da cidade, está o Centro Cultural São Francisco, que junto ao Convento de Santo Antônio
e a Igreja de São Francisco, formam o conjunto arquitetônico barroco mais antigo da capital paraibana.
Ao chegar fui recebido pelo João Paulo, guia turístico e monitor do espaço, que nos contou a história do local.
João Paulo- Monitor do Centro Cultural- Após o ´seculo XX o convento passou por várias mudanças, passou a pertencer
a arquidiocese da Paraíba, foi um seminário arquidiocesano e uma escola pública também passou por aqui nos anos 70.
Nos anos 80, houve uma restauração feita pelo governo da época, e após isso, a necessidade de montar um centro
cultural para preservar e mostrar a arte barroca paraibana.
Neste estilo arquitetônico é o único que existe no nosso Estado, a parte de madeiramento é todo banhado a ouro, é muito parecido
com o que existe na Bahia e em Minas Gerais. Então, foi feita uma parceria entre o governo do estado e a arquidiocese,
e foi fundado este centro cultural em 1990.
paraiba
Além desta parte da arte sacra barroca, nós temos exposições de arte popular brasileira, é uma exposição com duas mil peças,
ela foi montada durante os anos 70 e 80, pelo ministério da cultura, passou na França, em Paris, Brasília e veio pra cá em 1990,
com a abertura do centro cultural.
Nós temos obras de várias regiões do país, desde Minas gerais, passando pelo rio grande do sul e também o nordeste.
E não frisamos só o nordeste, passamos pelas artes brasileiras em geral.
A gente mostra um pouco da cultura popular brasileira,
tentando englobar o Brasil por completo.
Big -Os franciscanos foram a segunda ordem religiosa a chegar na Paraíba, isto, quatro anos após a fundação da cidade
em 1585,e até hoje o seu legado cultural impressiona pela magnitude de sua história.
João Paulo- Nós temos os móveis antigos, a parte da sacristia, o couro e o mobiliário permanecem intactos,
e as exposições de artes sacras, as obras e as imagens sacras, que são obras do século XVIII e séc.XIX,
que eram próprias de um convento.
Uma grande exposição de ex-votos também está a disposição dos visitantes do Centro Cultural, que com peças variadas
de todas as partes do Brasil, são um exemplo de fé e gratidão pelas bençãos recebidas.
Em suas paredes podemos contemplar o grande número de cerâmicas coloniais intactas, além das pinturas dos
anjos negros no teto da igreja de Santo Antônio, desenvolvidas por escravos artesãos da época.
Imagens e histórias que emocionam a quem visita e também aos trabalhadores locais, como a Marinalva e o André.
Marinalva Nunes- Turista (de Ubiratam- Paraná) Eu gostei muito. É a primeira vez que estou visitando aqui, é emocionante.A gente fica emocionada vendo toda esta obra aqui com mais de quatrocentos anos.
Andre Silva Santos- Guia Turistico – Rapaz , trabalhar neste centro cultural São Francisco, a gente se sente muito bem,
porque, pela beleza que isso aqui significa não só pra gente, mas para todo o turista do Brasil, de qualquer país,
a riqueza do barroco, da pintura. Essa comunhão, esta alegria de conhecer povos e raças aqui dentro do centro cultural.
É por isso que eu estou aqui há 23 anos.
Por Big Richard – [email protected] facebook.com/

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