Perdão: pais descobrem pela TV que bebê doada para adoção virou campeã paralímpica

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Por Bruno M.
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Imagem de capa para Perdão: pais descobrem pela TV que bebê doada para adoção virou campeã paralímpica
jessica
Luisa Borges
Uma criança nasce com uma grave deficiência física que a obriga a ter as pernas amputadas e se torna campeã paralímpica.
Vinte anos depois, seus pais biológicos descobrem, pela TV, que ela é a filha que eles deixaram num orfanato para adoção.

Esse não é o tema da próxima novela das nove ou o roteiro de algum filme. Bem que poderia ser, mas é vida real.

Essa é a história de Jessica Long, nadadora que conquistou cinco medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze nos Jogos de Londres 2012.
Ganhadora de 12 medalhas de ouro na natação em Paralimpíadas, ela foi eleita por duas vezes a melhor nadadora com deficiência do mundo.
Jessica nasceu em Irkutsk, na Rússia, no dia 29 de fevereiro de 1992, com má-formação congênita: sem tornozelos, joelhos e sem a maior parte dos ossos dos pés.
Foi deixada em um orfanato na Sibéria, pois sua mãe não tinha condições de cuidar da criança.
Com 18 meses de vida, Jessica, que recebeu ao nascer o nome de Tatiana, teve suas pernas amputadas do joelho para baixo.
Cinco meses antes, havia sido adotada pelo casal americano Steve e Beth Long, que não podia ter filhos.
Tatiana Olegovna Kirillova, então, virou Jessica Tatiana Long e foi morar em Baltimore, Maryland, nos Estados Unidos.
Anos depois, o casal russo teve outras três filhas, uma delas também deficiente física.
Dasha, hoje com 13 anos, tem um problema semelhante ao de Jessica, e vive com os pais.
Após a Paralimpíada de Londres 2012, os pais biológicos foram encontrados por jornalistas russos e se emocionaram ao falar da menina.
Segundo o jornal Siberian Times, a mãe da nadadora disse “sentir muito” por tê-la dado para adoção.
“Na época eu tive medo. Tive que deixá-la para trás. Mas cheguei a pensar em pegá-la de volta”, afirmou.
“Eu estava sozinha na Sibéria, sem minha mãe e meu pai. Para onde eu iria com ela? Os médicos disseram para eu deixá-la, que eu não podia ajudá-la”.
Os Jogos Paralímpicos têm apresentado lindas histórias de vida, exemplos de superação que fazem com que a gente se sinta pequeno, diante de tanta grandeza.
E a história de Jessica Long traz lições muito importantes.
Além da força, da garra, da superação, ela é prova de que a gratidão e o perdão é que tornam uma pessoa completa.
Jessica é grata aos pais adotivos que lhe deram condições e estrutura para que se transformasse na atleta que é, o que não deixa de mencionar nas entrevistas
que dá.
Quando soube da existência dos pais biológicos disse que os perdoava e não guardava nenhuma mágoa pelo fato de ter sido abandonada recém-nascida.
Jessica Long é, sem dúvida, uma campeã no esporte e na vida; um exemplo para quem se desanima diante de qualquer dificuldade.
“Quem teria imaginado que uma menina com deficiência, de um orfanato na Sibéria estaria onde estou hoje? Eu sou a prova viva de que você pode realizar seus sonhos, não importa quão grande ou pequeno sejam”.
Pense nisso.
Com informações da Reuters e da BBC.
luisa@sonoticiaboa.com.br