Aids desaparece em 2 homens que fizeram transplante de medula óssea

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Dois pacientes infectados com Aids, que passaram por um transplante de medula óssea – para combater um linfoma – pararam de tomar os antirretrovirais há semanas, já que o vírus HIV não se pronunciou mais.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira, durante uma conferência internacional de Aids, em Boston, nos EUA.
O sucesso destes casos lembra o de Timothy Ray Brown, o famoso “paciente de Berlim” que não tem sinais do vírus há cinco anos, desde que recebeu o transplante de medula óssea de um doador com um mutação rara, garantindo resistência ao HIV.
Em Boston, um paciente parou de tomar o antirretroviral há sete semanas.
O outro já tem 15 semanas.
Nenhum vírus ou anticorpo contra o vírus foi encontrado na corrente sanguínea ou nos tecidos desde então. Normalmente, quando um paciente para de tomar o remédio, o vírus retorna geralmente em menos de um mês.
“Poderia voltar em uma semana ou seis meses”, disse Timothy Henrich, médico que tem acompanhado os dois pacientes. “Só o tempo dirá”, completou.
O processo pelo qual os pacientes passaram é arriscado – um terceiro paciente no estudo morreu quando o câncer retornou -, mas é um pouco menos do que o realizado por Brown, que tinha leucemia.
Os três de Boston tinham linfoma.
A medula óssea dos pacientes de Boston, onde novas células do sangue são produzidas, foi apenas parcialmente destruída pelas drogas antes que eles recebessem a nova medula de doadores, um processo que tem de 15% a 20% de risco de morte, segundo Henrich.
Já a medula de Brown foi totalmente destruída pelas drogas e pela radiação em todo o corpo, um procedimento que mata 40% dos pacientes, e que foi feito apenas duas vezes até hoje.
A nova medula veio de um doador que era geneticamente compatível e tinha uma mutação rara que torna a pessoa resistente à infecção do HIV.
A mutação, conhecida como delta 32, cria células CD4 – as células brancas do sangue que atacam o vírus – em que faltam o receptor CCR5, a “porta” usada pelo vírus para acessar a célula.
Os doadores de Boston não tinham esta mutação.
Futuro
Os casos de Boston, assim como o de Berlim, não são viáveis como uma procedimento padrão para os 34 milhões de infectados no mundo pelo HIV, mas especialistas se animaram com os resultados, já que trata-se de mais um passo na longa e até agora infrutífera busca pela cura.
Os resultados podem encorajar futuros projetos de reengenharia genética de pacientes infectados.
Pelo menos duas equipes já estão experimentando as variantes desta ideia, afirmou Steven G. Deeks, um pesquisador de Aids da Universidade da Califórnia, na Escola de Medicina de São Francismo.
A pesquisadora Françoise Barré-Sinoussi, uma das responsáveis pela descoberta do vírus e presidente do Encontro da Sociedade Internacional da Aids, que é realizada em Kuala Lumpur, na Malásia, considerou a descoberta “muito interessante e encorajadora”.
Brown é considerado o primeiro caso de “cura do HIV”. Mas existem diferenças importantes entre este e os dos pacientes de Boston.
Por exemplo, nenhum especialista em Aids, incluindo médicos do Brigham and Women’s Hospital que acompanharam os pacientes, usa a palavra “cura” para descrever o status deles.
A técnica usada neles envolve o enfraquecimento do sistema imune antes do transplante.
É tão perigoso que é antiético executar o procedimento em alguém que não corre o risco de morrer de câncer, especialmente porque pessoas com HIV podem viver relativamente bem com o uso de coquetéis antirretrovirais.
“Mas não podemos falar de “cura””, acrescentou a cientista.
O acompanhamento foi muito curto.
Com informações de O Globo e NYT.

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