Transfusão inédita salva vida de onça-pintada e ganha repercussão internacional

Graças a uma transfusão de sangue inédita, pesquisadores conseguiram salvar a vida do Jack, uma onça-pintada macho do Pará que tem doença renal aguda e vive no Zoológico de São Paulo.
Jack, que tem 18 anos de idade, passou pelo procedimento no Centro de Medicina e Pesquisa de Animais Silvestres (Cempas), vinculado à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp, em Botucatu (SP).
O caso ganhou repercussão internacional porque foi uma intervenção clínica real, e não um experimento, como aconteceu nas transfusões em felinos feitas há 10 anos no zoológico no Arizona, nos Estados Unidos. No caso do Jack, a dinâmica foi estruturada, monitorada e permite documentação científica.
Quem foi a doadora
Como a onça-pintada apresentava um quadro de anemia severa, isso impossibilitava a hemodiálise de suporte temporário, daí a decisão de fazer a transfusão de sangue.
A doadora foi Ruana, uma fêmea mais jovem que doou 800 mil de sangue.
Ela vive no Simba Safari e voltou para lá logo após a doação e passa bem.
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Jack está melhorando
Jack, que passou por instituições nos estados do Piauí, Alagoas e Minas Gerais e, desde o ano passado, estava no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), também está evoluindo bem após a transfusão.
Ele está sendo acompanhado no Cempas e segundo os pesquisadores, além da melhora clínica e da postura, já está se alimentando normalmente.
Ele ainda deve passar por sessões de hemodiálise para auxiliar na função renal.
Salvar outros animais
No Brasil, transfusões de sangue entre animais da mesma espécie eram realizadas apenas em cães e gatos.
E o sucesso da transfusão do Jack mostra como é importante a cooperação entre instituições para proteger a vida desses animais.
O próximo passo será publicar o relato de caso para ampliar o conhecimento científico. Isso pode abrir caminho para a aplicação da técnica em outros atendimentos clínicos de onças-pintadas aqui no Brasil.

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