Cura da Aids? Cientistas conseguem expulsar HIV do corpo

A ciência finalmente descobriu como dar o último golpe no HIV, que transmite a Aids: arrancando o vírus dos lugares onde ele se esconde no corpo humano.
Cientistas anunciaram ter conseguido expulsar o vírus da Aids, dormente em glóbulos brancos, usando um medicamento destinado ao tratamento de câncer.
A capacidade do código genético do HIV de se esconder em células e despertar anos mais tarde, é um dos principais obstáculos para se chegar a uma cura.
A nova pesquisa, publicada na edição esta semana da “Nature”, abre a perspectiva de a ciência dominar uma maneira de tirar o HIV de seu “esconderijo” para eliminá-lo.
O remédio
Usando a droga quimioterápica Vorinostat, os pesquisadores americanos conseguiram despertar e “desmascarar” o vírus latente em glóbulos brancos CD4+T de oito pacientes.
Com a droga, eles saíam dos glóbulos brancos, ficando momentaneamente sem poder voltar.
O HIV é um retrovírus, o que significa que injeta seu DNA em células hospedeiras, que viram fábricas de vírus.
“Após uma única dose da droga, pelo menos por um momento, o Vorinostat faz com que o vírus saia do seu esconderijo”, disse David Margolis, um dos autores do estudo. Sem uma célula hospedeira, em teoria, ele morre em questão de minutos.
“Esta é uma prova do conceito de que o vírus pode ser alvejado especificamente dentro de um paciente por uma droga e, essencialmente, abre o caminho para que esta classe de fármacos seja estudada para o uso desta maneira”.
Como
O medicamento tem como alvo uma enzima que permite ao vírus ficar latente.
Os autores ressalvaram que o efeito observado no Vorinostat é apenas um indicativo de que uma cura pode ser alcançada por esse caminho, mas que ele ainda precisa ser mais explorado.
“Há uma possibilidade de que isso possa funcionar. Mas, se é apenas 99% verdade e 1% dos vírus escapar, não haverá sucesso. É por isso que temos que ter cuidado com o nosso trabalho e o que afirmamos a respeito dele“, disse Margolis à agência AFP.
Cautela e euforia
Os pesquisadores mantêm cautela, mas a possibilidade tem gerado euforia em setores da comunidade científica.
Parece que, depois de passar as últimas décadas tomando dribles do vírus, a humanidade finalmente pode ter descoberto uma forma de encurralá-lo.
“Há dois anos, se alguém falasse em cura, seria considerado maluco. Isso era considerado impossível”, diz John Frater, imunologista da Universidade de Oxford e um dos líderes do Cherub (Collaborative HIV Eradication of Viral Reservoirs), projeto que reúne cinco universidades inglesas num estudo contra o vírus.
“Estou genuinamente entusiasmado”, afirma. A técnica de expulsão do HIV é a inovação científica mais importante, e instigante, das últimas décadas.
Onde o vírus se esconde
Como o HIV é muito pequeno, penetra facilmente nas mucosas genitais durante o sexo, e delas vai para a corrente sanguínea, onde encontra sua vítima: as células T, peças centrais do sistema imunológico.
O vírus penetra nessas células e as escraviza, transformando-as em máquinas de produzir HIV.
É um processo diabolicamente eficiente, que gera 100 bilhões de novas cópias do vírus por dia.
No começo, a pessoa não sente nada, no máximo febre e um mal-estar discreto.
Mas as células T vão morrendo até que, após alguns anos, o sistema imunológico fica comprometido – e a Aids se instala.
O início
A possibilidade de esvaziar à força os reservatórios de HIV no corpo começou a se desenhar em outubro de 2006, quando o governo americano autorizou a venda de um novo medicamento, chamado vorinostat. Esse remédio foi criado para tratar o linfoma cutâneo de células T, um câncer no sistema imunológico.
Esse câncer se manifesta na forma de lesões na pele, mas se origina no sangue. Ele é tratado com quimioterapia.
Mas a quimioterapia só funciona bem com tumores que se multiplicam bastante (porque ela age na reprodução celular). E o linfoma cutâneo não é assim.
Por algum motivo, ele faz o corpo aumentar a produção de histona deacetilase (HDAC), um tipo de enzima que faz as células pararem de se reproduzir. E isso reduz o efeito da quimioterapia.
O vorinostat bloqueia a ação dessa enzima, colocando o câncer de novo em estado de multiplicação – e vulnerável à quimiotepia.
Atiçar o câncer é uma estratégia arriscada. Por isso, o vorinostat só é usado em casos graves, nos quais dá resultado (70% dos pacientes respondem a ele).
Com informações da Super e AFP

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