Intercâmbio para idosos: viagens e idiomas

Foto: arquivo pessoal Ilse Mancuso
Não se fazem mais idosos como antigamente.
Enquanto os jovens se preocupam com o “mindinho” dos seus smartphones, o novos idosos aproveitam para ganhar o mundo: para viajar e aprender idiomas em intercâmbios internacionais.
Uma pesquisa da Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais (Belta), mostra que 10% das agências de intercâmbio já têm cursos específicos para esse público.
O número, referente a 2013, é maior do que em 2011, quando somente 2,8% ofereciam o serviço. Sinal de que o mercado está aquecido.
O intercâmbio
A experiência cultural é o que costuma impulsionar o intercâmbio nessa faixa de idade – muito mais do que o certificado de um curso de línguas.
“O jovem tem toda uma carreira profissional pela frente, quer construir currículo para o mercado de trabalho. As pessoas mais velhas procuram um ganho cultural mais amplo”, diz Marcelo Albuquerque, diretor financeiro da Belta.
“Eles querem aprender uma língua, sim, mas não estão loucos por um certificado de proficiência. Depois de certa idade, com as coisas já estabelecidas, você quer mesmo é se divertir, aproveitar o momento que está vivendo”, afirma Gabriel Lloyd, diretor da Fit Intercâmbio.
O curso
Segundo Luciano Timm, diretor da Education First Brasil, o curso sênior pode montar turmas misturadas, ou com somente pessoas de mesma faixa de idade – no caso, mais de 50 anos.
A carga horária e as acomodações durante a viagem também são flexíveis, de acordo com Marcia Mattos, gerente de cursos da STB.
Ela relata que este público público prefere programas de curta duração e privacidade de hotéis, ou apartamentos individuais.
Preferências
Culinária, dança, teatro, golfe…
Os intercâmbios para pessoas mais velhas costumam focar em atividades extracurriculares como forma de atrair o estudante para fora de sua zona de conforto.
Pode ser por meio de um curso de italiano voltado ao estudo da arte nos museus de Florença, ou de uma sala de aula cheia de estrangeiros prontos a aprenderem francês e degustarem a culinária e os vinhos de Paris.
O certo é que cada destino apresenta uma atividade extra relacionada intimamente à cultura local.
Ainda assim, a matrícula nessas atividades não costuma ser obrigatória – são pacotes adicionais.
Ilse, 72 anos
Malta foi o primeiro destino escolhido por Ilse Nadir Mancuso, de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, para fazer intercâmbio de 14 dias – logo no ano em que completou seu septuagenário, em 2012.
Depois foi a vez de visitar Vancouver, no Canadá.
Agora ela prepara as malas para aprimorar seu inglês em Boston, Estados Unidos. E não pretende parar.
“Viajo quando dá vontade. Não planejei ir de ano em ano. Mas tem que ser meio rápido. A idade está apertando. Daqui a pouco não consigo carregar as malas”, brinca a aposentada.
Com informações do Terra

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