Dengue: mosquito do bem é barato e eficaz

Foto: AP
Os “mosquitos do bem”, soltos na semana passada no Rio de Janeiro, para combater a dengue, foram notícia no mundo.
A BBC de Londres fez uma reportagem mostrando que o projeto e eficiente e relativamente barato.
Milhares de mosquitos da espécie Aedes aegypti, modificados, foram soltos na cidade maravilhosa.
Em vez de estarem infectados pelo vírus da dengue, esses mosquitos carregam uma bactéria chamada Wolbachia – que impede o vírus de se desenvolver e assim evita a sua transmissão.
Os “mosquitos do bem” foram levados pela Fiocruz e são uma esperança para que o alto número de contágios na comunidade de Tubiacanga possa diminuir já a partir do ano que vem.
O lugar foi o primeiro do lado de cá do Atlântico a receber o projeto Eliminar a Dengue: Nosso Desafio.
O sistema com o Wolbachia começou a ser testado na Austrália em 2011 e já chegou ao Vietnã e à Indonésia.
Ao longo dos próximos meses, 10 mil mosquitos serão liberados no bairro por semana.
Segundo o pesquisador da Fiocruz Luciano Moreira, líder do projeto no Brasil, a vantagem do método é usar uma bactéria comum, que está presente na natureza e não pode ser transmitida para humanos.
“O método é natural, seguro e autossustentável, porque a bactéria se estabelece e fica no local. E não tem fins lucrativos, então no futuro não haverá cobrança para levar mosquitos para outras localidades”, ressalta.
Além de Tubiacanga, a estratégia vai começar a ser testada na Urca, na Vila Valqueire e em Jurujuba, em Niterói. Os testes serão monitorados ao longo dos próximos dois anos. Se forem bem sucedidos, adotados em outras áreas.
Baixo custo
Diretor de Ciência e Tecnologia no Ministério da Saúde, Antonio Carlos Campos de Carvalho ressaltou a importância de se investir em pesquisa para resolver problemas de saúde pública.
“O custo é ínfimo em relação ao que se gasta para tratar doentes”, comparou.
De acordo com Carvalho, só neste ano o Ministério da Saúde já repassou R$ 300 milhões a estados e municípios para combater a dengue, enquanto o custo total do projeto nos últimos quatro anos foi de menos de R$ 3 milhões.
“Com o equivalente a 1% do investimento, podemos ter uma solução duradoura e ecologicamente correta para um problema de saúde pública”, considera.
No ano passado, o Brasil teve 1,5 milhão de casos de dengue, que causaram a morte de mais de 600 pessoas.
Método natural
A equipe da Fiocruz chegou à comunidade na quarta-feira com potinhos de plástico tapados por um véu, repletos de mosquitos.
Um a um eles foram abertos em diferentes partes do bairro, liberando os mosquitos para fazerem seu trabalho: crescer e multiplicar-se.
A meta é que os espécimes se adaptem e se reproduzam até que a maioria da população de mosquitos no local tenha a bactéria.
Com informações da BBC

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