App tradutor deixa brasileiro rico aos 40 anos

Foto: Gilberto Tadday/VEJA
Um brasileiro está milionário aos 40 anos graças a um aplicativo que inventou e depois vendeu para o Google.
Otávio Good é o criador do Word Lens, um app que traduz textos em sete línguas sem recorrer à internet.
Basta apontar a câmera do smartphone para um texto em língua estrangeira – na imagem que seria a da foto – e ele aparece traduzido na língua escolhida na hora, sem necessidade de conexão com a internet.
O Word Lens, que nasceu em dezembro de 2010, traduz textos para inglês, português, russo, alemão, espanhol, italiano e francês.
O aplicativo gratuito já teve mais de 10 milhões de downloads e foi encampado pelo Google em maio passado.
O criador
Otávio Good nasceu em Nova Jersey, nos Estados Unidos, mas foi criado com um pé no Brasil pela mãe carioca.
Programadora de uma empresa de tecnologia americana numa época em que pouquíssimas mulheres ocupavam a função, Maia apresentou o filho aos computadores – com 7 anos, ele começou a decifrar algoritmos.
Vem daí o dom que fez dele, aos 40 anos, não só um milionário, mas também uma das mentes mais criativas do mundo da tecnologia.
Primeiros negócios
Quando adolescente, ainda no colegial, o jovem passou a criar games que vendia à Sony e à Microsoft.
Matriculou-se em ciência da computação na Universidade de Maryland, desistiu no 2º ano (“aprendia mais sozinho”) e partiu para São Francisco.
Lá montou a Secret Level, desenvolvedora de games que criou sucessos de público como Star Wars e Karaoke Revolution, e foi vendida, em 2006, à japonesa Sega por 15 milhões de dólares.
Milionário aos 32 anos, Good viu a fortuna se multiplicar pelo menos cinco vezes (por alto; o valor exato é secretíssimo) no novo negócio com o Google.
A ideia
A invenção nasceu de mania de Otávio Good: viajar.
De férias na Alemanha, em 2008, ele se frustrou por não entender os títulos em uma livraria e passou a imaginar a ferramenta.
Voltou, abandonou o posto na Sega e em três semanas desenvolveu um protótipo. Aí se iniciou o trabalho duro.
“Não teve glamour nenhum”, conta. “Fiquei um ano e meio programando sozinho, no sofá de casa. Foi o trabalho mais desafiador que já fiz”, diz.
Quando finalmente o concluiu, nem o smartphone mais avançado da época, o iPhone 3, era capaz de processar as informações na velocidade exigida, e o Word Lens teve de esperar o 3S.
“Eu antecipei a vinda de novos modelos de hardware”, gaba-se Good.
Lançado em inglês e espanhol, ao custo de 10 dólares (“o preço de um burrito”), o Word Lens foi tão acessado que fez o site sair do ar.
Foram necessários sete meses de negociações, uma eternidade no Vale do Silício, para que sucumbisse ao assédio do Google – no qual trabalha agora na ampliação do Word Lens e em “um projeto que ainda não posso contar”.
Com informações da Veja

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